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Dominada pelo CEO romance Capítulo 4

Diana

O quê?

Minha cabeça girou tão rápido que quase caí da mesa. Eu devo ter ouvido errado. De novo. Certeza. Porque se eu tivesse escutado direito... Ethan Alencar, meu chefe, meu crush proibido, o homem que eu fantasiava enquanto arquivava contratos chatos, tinha acabado de dizer que foi ele… o homem da casa de dominação?

Não. Não. Não.

"Não pode ser." Eu murmurei, piscando rápido, tentando afastar a tontura que tomou conta de mim.

Ele continuou ali, parado na minha frente, com aquele terno impecável e aquele olhar de quem sabe exatamente o que fez — e pior, que adorou cada segundo.

Ethan passou a mão no meu rosto e disse:"— Sábado à noite, Diana. Na casa de dominação. Quando eu te fodi gostoso e você gozou de um jeito tão violento que eu ainda sinto o seu gosto na minha boca."

As palavras saíram da boca dele como se ele estivesse falando que o café acabou na copa. Tão natural. Tão sujo. Tão errado.

Eu abri e fechei a boca, feito um peixe fora d'água, totalmente sem saber o que falar.

Meus pés tocaram o chão num impulso. Pulei da mesa como se ela estivesse pegando fogo.

— Você tá louco! — Eu disse, rindo nervosa, cruzando os braços como se isso fosse me proteger daquela avalanche de lembranças.

A voz dele.

A pegada.

O cheiro.

Era tudo parecido demais pra ser coincidência.

Mas meu cérebro, teimoso como só ele, se recusava a aceitar.

— Não é possível. — falei, quase suplicando para que aquilo fosse um delírio.

Ethan deu um passo na minha direção, devagar, com aquela calma que só quem sabe o que tá fazendo tem.

— Você ouviu a minha voz. — ele disse, olhando direto nos meus olhos. — Eu gozei dentro de você. Aposto que ainda tem as marcas do chicote na sua pele.— Ele passou a mão lentamente pelo meu braço.

Senti minha buceta latejar. Bem no meio da conversa mais errada da minha vida.

Merda.

Eu engoli em seco, sentindo a garganta secar como o deserto do Saara.

— Eu… eu tava vendada. — tentei argumentar, a voz falhando miseravelmente.

Ele deu um sorrisinho de canto, daquele tipo que só piora a situação.

— Justamente. — Ethan respondeu, como se isso provasse o ponto dele.

Dei alguns passos pra trás, batendo as costas na porta. Como se aquilo fosse me salvar, né?

Meus dedos, trêmulos, acharam a maçaneta.

Sem pensar muito, destranquei a porta e saí do escritório, quase tropeçando nos meus próprios pés.

Não olhei pra trás. Não ousei.

Caminhei até minha mesa no automático, peguei minhas coisas e saí dali o mais rápido que pude, sentindo o olhar dele queimar nas minhas costas.

No elevador, sozinha, respirei fundo.

"Não pode ser", pensei pela milésima vez.

Mas aí flashes invadiram minha mente: a voz rouca no meu ouvido, a força das mãos que me seguravam, a firmeza nas chicotadas, o gosto de pele que eu nunca senti igual.

Merda.

Merda, merda, merda!

Botei a culpa na venda. No tesão. No álcool. Na vida injusta. Qualquer coisa, menos na possibilidade de ter sido mesmo ele.

Cheguei em casa ainda meio zonza, jogando a bolsa no sofá como se ela tivesse me ofendido.

Juro, tentei seguir a vida. Pedi um sanduíche. Tomei dois copos de água. Liguei a televisão.

Nada adiantava. Ethan estava grudado na minha mente como um chiclete no cabelo.

Eu precisava de um banho.

De preferência gelado.

Ou não.

A água quente escorria pelo meu corpo, tentando, em vão, apagar as lembranças.

Fechei os olhos e vi a cena toda de novo.

As mãos dele na minha cintura, me segurando como se eu fosse dele.

A boca devorando cada pedacinho da minha pele como se estivesse com fome.

A sensação absurda de ser desejada daquele jeito bruto, urgente, desesperado.

A verdade 1

A verdade 2

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