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Dominada pelo CEO romance Capítulo 5

Ethan

A água quente caía nas minhas costas, escorrendo pesada, mas nem isso era capaz de apagar a lembrança dela da minha cabeça. Fechei os olhos, encostei a testa na parede fria do boxe e deixei escapar um gemido rouco. O gosto dela ainda estava na minha boca.

Anos. Anos desejando aquela mulher como um condenado deseja o último gole d'água no deserto. E agora, finalmente, eu sabia como era ter Diana se contorcendo por mim, gemendo por minha causa, implorando mais.

Passei a mão no rosto, sentindo a barba áspera, tentando colocar minha cabeça no lugar. Mas a verdade era uma só: não tinha mais volta pra mim.

Desde que comecei a frequentar casas de dominação, sabia que algo me faltava. Eu dominava. Eu controlava. Mas nenhuma delas… Nenhuma delas era ela.

As submissas que passaram pelas minhas mãos eram só... distrações. Todas parecidas: altura, cabelo castanho, curvas do jeito que eu sabia que ela teria. Eu tava me enganando e sabia. Cada foda era uma tentativa frustrada de preencher um espaço que só a Diana poderia ocupar.

E agora? Agora eu tava fudido.

O momento em que a vi naquela casa de dominação foi como levar um soco no estômago. Eu reconheceria aquele corpo, aquele jeito tímido, em qualquer lugar. Meu pau endureceu na hora, tão rápido e forte que pensei que fosse rasgar a cueca.

Eu a chamei. E ela veio. Sem saber quem eu era. Sem ver meu rosto.

E quando eu a fodi naquela sala escura, daquele jeito selvagem e possessivo que eu sempre sonhei, foi como... como voltar pra casa depois de anos perdido.

E agora, debaixo desse chuveiro, acordando cedo, com o pau duro e latejando de tanto querer, eu sabia de uma coisa: eu não ia conseguir parar.

Queria ela de novo. De todos os jeitos. Em todas as posições. Cada gemido dela era como gasolina jogada no meu fogo.

Saí do banho bufando, amarrando a toalha na cintura, o peito ainda arfando. Me olhei no espelho.

— Você tá ferrado, Ethan — murmurei, encarando meus próprios olhos — completamente ferrado.

Mas um sorriso de canto escapou. Porque, no fundo, eu sabia: eu ia fazer ela minha de novo. E de novo. Até ela não lembrar de mais nada, não querer mais nada, além de mim.

***

Entrei no carro com a cabeça girando. Dirigi até o escritório feito um animal enjaulado, batucando os dedos no volante, o coração socando no peito.

Tudo o que eu queria — não, tudo o que eu precisava — era ter certeza de que ela não tinha pedido as contas. Que não tinha sumido da minha vida depois de saber que era comigo que ela esteve no sábado, que fui eu quem dei a ela a melhor noite da sua vida.

“Ela vai ficar”, repeti na minha cabeça como um mantra. “Ela tem que ficar.”

Quando entrei no prédio, cumprimentei o porteiro com um aceno rápido e tomei o elevador, sentindo cada segundo se arrastar feito tortura medieval.

Subi o andar todo me preparando pra qualquer coisa. Se ela tivesse ido embora… bem, eu ia atrás dela. Sem vergonha nenhuma.

Mas,quando entrei no andar da presidência, eu a vi sentada em sua mesa, de cabeça baixa, organizando uns papéis como se nada tivesse acontecido... puta merda.

Quase sorri. Quase.

Parei, disfarçando, mantendo a postura séria. Meu peito aliviou tanto que doeu.

Passei reto, sem falar nada. Senti os olhos dela me seguindo. Senti a tensão elétrica que se formou entre a gente.

O cheiro dela. O calor dela. A lembrança da minha língua lambendo cada pedaço dela.

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