Cecília soltou Gabriel e pegou uma pilha de presentes que estava no sofá ao lado.
— Esses são para você, Gabriel. Veja se gosta de algum.
Os olhos de Gabriel brilharam de entusiasmo quando ele viu um dos presentes.
— É o Homem de Ferro!
— Gabriel, você gostou? — Cecília acariciou os cabelos do menino e continuou. — É uma edição limitada. Pedi a ajuda de vários amigos para conseguir, foi bem difícil, mas finalmente encontrei.
— Obrigado, mamãe! — Gabriel segurou o boneco com alegria, e sua voz infantil e cheia de entusiasmo ecoou pela casa. — Mamãe, você é incrível!
O sorriso de Cecília ficou ainda mais radiante ao ouvir aquelas palavras.
— Meu amor, você finalmente me chamou de mamãe.
— O papai acabou de me dizer que você sofreu muito para me ter. — Gabriel colocou o boneco no sofá, pegou um lenço de papel e começou a limpar as lágrimas que ainda escorriam pelo rosto de Cecília. — Mamãe, me desculpe. Eu não deveria ter sido tão rude com você hoje de manhã. Não vou fazer isso de novo.
Ao ouvir isso, Cecília começou a chorar ainda mais. Suas lágrimas caíam sem parar, e sua expressão era de uma fragilidade que poderia partir o coração de qualquer um.
— Meu amor, você não tem culpa. A errada fui eu. Mas prometo que, a partir de agora, farei o meu melhor para ser uma boa mãe.
— Você já é uma boa mamãe! — Gabriel respondeu, abraçando-a espontaneamente. — O papai disse que você sempre me amou muito. E eu também vou amar muito você!
Cecília ergueu o olhar para Lucas, com os olhos ainda marejados, e murmurou:
— Obrigada, Lucas.
Lucas se aproximou e entregou-lhe um lenço de tecido.
— Esse é o mínimo que eu poderia fazer. Não chore mais, Gabriel vai ficar preocupado.
— É verdade, mamãe! — Gabriel disse, em um tom sério e doce ao mesmo tempo. — Você é tão bonita, não pode chorar, porque vai ficar feia!
Cecília riu suavemente enquanto pegava o lenço de Lucas e enxugava as lágrimas.
— Está bem, mamãe não vai chorar mais.
O clima na sala ficou leve, envolvido por uma atmosfera de ternura. Gabriel, cercado por vários presentes, sentou-se no sofá e começou a brincar alegremente. Cecília permaneceu ao lado dele, olhando-o com um sorriso amoroso.
Lucas, sentado em uma poltrona próxima, estava concentrado no celular, respondendo e-mails de trabalho.
Após alguns minutos, Cecília virou-se para ele, parecendo hesitar antes de perguntar em voz baixa:
— E a Valentina? O que você pretende fazer com ela?
Lucas levantou os olhos do celular, sua expressão permanecendo indiferente.
— Eu vou resolver isso.
— Valentina cuidou muito bem do Gabriel nesses anos. Para ser sincera, sinto que devo algo a ela.
— Isso não é culpa sua. — A voz de Lucas era baixa e firme. — Gabriel sempre foi seu filho.
— É isso mesmo, mamãe! — Gabriel interrompeu, levantando a cabeça do meio dos brinquedos. Sua voz era incrivelmente doce. — Eu sou seu filho! Era só questão de tempo até a gente se encontrar. E além disso, você é tão linda! O papai disse que eu sou bonitinho assim porque herdei a sua beleza!
— Seu pequeno bajulador! — Cecília tocou o nariz dele com o dedo, rindo. — Só não vá dizer essas coisas na frente da sua mamãe Valentina, senão ela vai ficar chateada.
— Não vai, não! — Gabriel respondeu com confiança. — A mamãe Valentina nunca ficaria brava comigo!
Nesse momento, o celular de Lucas tocou. Era uma ligação de trabalho. Ele atendeu rapidamente e, após ouvir por alguns segundos, levantou-se.
— Preciso voltar ao escritório.
— Tudo bem, vá cuidar do que precisa. O Gabriel vai ficar comigo. — Cecília hesitou por um instante e perguntou. — Você vai voltar para jantar?
Lucas pensou por um momento antes de responder:
— Assim que eu terminar, volto.
— Então, dirija com cuidado.
— Tchau, papai! — Gabriel acenou enquanto brincava com seus presentes.
Lucas respondeu com um leve aceno de cabeça antes de sair.
…
Tarde da noite, na sala de restauração do estúdio, as luzes permaneciam acesas.
Valentina, com seus longos cabelos presos em um coque com um prendedor, trabalhava em silêncio. A delicada curva de seu pescoço ficava à mostra enquanto ela usava óculos de proteção e luvas brancas, manuseando cuidadosamente suas ferramentas.


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