A tentativa de Dona Joana, no entanto, foi inútil.
Fernanda Almeida apenas assentiu, com a mente longe.
— Uhum. Vá com cuidado, Vanessa. — Ela se virou, já murmurando sozinha: — Não dá, preciso ir até a cozinha. Vou mandar prepararem um caldo bem nutritivo para a Ceci tomar quando voltar...
O sorriso no rosto de Vanessa desmoronou completamente. As unhas recém-feitas perfuraram a pele da palma de sua mão.
Dona Joana segurou o braço da garota discretamente.
— Senhorita Vanessa...
Quando Vanessa franziu a testa, prestes a empurrá-la, Dona Joana deu uma piscadela forçada e a puxou para fora da sala.
Assim que chegaram ao corredor, a governanta baixou a voz, soando urgente:
— Senhorita Vanessa, você precisa reagir! Não pode deixar aquela caipira sem classe roubar a cena!
Ouvir Cecília ser chamada daquele jeito fez a expressão de Vanessa relaxar um pouco. O olhar impaciente que lançava a Dona Joana perdeu a força.
— Desde que aquela garota intrometida voltou, parece que todo mundo nesta casa foi enfeitiçado. Você não pode abaixar a guarda agora! Senão, logo não terá mais espaço para você nesta família...
Ela não precisou terminar a frase. A mensagem estava clara.
Vanessa fechou os punhos.
Ela sabia muito bem disso.
Mas estava de mãos atadas. Mesmo usando o nome do professor Erick Serra, tudo o que recebeu foram alguns elogios rasos e mimos materiais.
— Você precisa pensar no seu próprio futuro. — Dona Joana bateu de leve na mão de Vanessa. — Ouvi a Lily da limpeza comentar que o carro da família Guimarães... esteve aqui de novo.
O coração de Vanessa deu um salto. Os olhos dela brilharam instantaneamente.
Sebastião tinha voltado?
Ela levantou a mão rapidamente, ajeitando o cabelo meticulosamente penteado, e começou a correr em direção aos portões da mansão.


VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Não Implora. Ela Enterra.