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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 1025

Durante aqueles dois dias, Tatiane permaneceu na casa de Isadora para fazer companhia a Bia.

Na manhã do sepultamento, levou a filha bem cedo à capela onde acontecia o velório, acompanhando os membros da família Carvalho.

Assim que viu o pai, Bia correu até ele.

— Papai.

Henrique se abaixou, pegou a menina no colo e a apertou contra o peito. Depois, murmurou algumas palavras de consolo ao ouvido dela.

Bia apoiou a cabeça no ombro do pai e assentiu.

Pouco depois, Henrique tornou a colocá-la no chão.

Tatiane segurou a mão da filha e permaneceu alguns passos atrás dele, aguardando o início do cortejo fúnebre.

Quando chegou a hora, o caixão foi retirado da capela e levado até o carro funerário.

As famílias Barbosa e Carvalho seguiram logo atrás. Soluços contidos quebravam o silêncio, tornando o clima ainda mais solene e doloroso.

Todos seguiram em cortejo até o cemitério.

O sepultamento só terminou por volta das onze da manhã. Aos poucos, as pessoas começaram a se dispersar.

Henrique desceu os degraus com Bia nos braços, enquanto Tatiane vinha logo atrás.

Quando retornaram à capela, os funcionários já começavam a recolher as flores e desmontar a estrutura usada durante o velório.

Depois do almoço, os convidados se despediram, um a um, dos membros das famílias Barbosa e Carvalho antes de irem embora.

Em uma das salas reservadas, Bia se aconchegou junto de Tatiane e acabou adormecendo.

Tatiane a deitou com cuidado no sofá, cobriu-a com uma manta e permaneceu sentada ao lado dela.

Quando Isadora e Lílian entraram e perceberam que a menina dormia, recuaram em silêncio.

Algum tempo depois, Henrique abriu a porta e entrou.

Tatiane ergueu os olhos.

Era evidente que ele mal havia descansado nos últimos dias. As pálpebras estavam inchadas, as olheiras marcavam o rosto e a barba por fazer acentuava ainda mais o cansaço em suas feições.

Henrique olhou para ela.

Por um instante, os dois se encararam.

Nenhum deles, porém, disse nada.

Henrique caminhou até Bia, sentou-se ao lado dela e observou a filha adormecida por alguns instantes. Então, passou os braços sob o corpo da menina e a pegou com cuidado no colo.

Ao se levantar, falou com a voz baixa e rouca:

— Vou mandar alguém levar você para casa.

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