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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 1086

De repente, Henrique comentou:

— Estou achando seu cheiro um pouco diferente de antes.

Tatiane ergueu os olhos para ele.

— Diferente como?

A pergunta saiu casual, mas por dentro ela se retesou.

Desde que engravidara, seu cheiro realmente havia mudado um pouco. Tatiane nem chegara a perceber. Mônica é que comentara certa vez, mas ela não dera importância. A diferença era tão sutil que dificilmente alguém notaria.

Henrique, porém, tinha notado.

— Não sei explicar. Só está diferente. Antes era mais suave, mais fresco. Agora parece um pouco mais marcante.

Ele tinha reparado até nisso.

Tatiane desviou o olhar.

— Sei lá. Talvez seja porque ando comendo bem demais ultimamente.

Henrique sorriu.

— Isso é verdade. Você anda comendo tão bem que até a cintura está um pouco mais cheia.

Tatiane não respondeu.

Só então soltou, discretamente, o ar que vinha prendendo. Ainda assim, não conseguia ter certeza de que ele realmente não desconfiava de nada.

Também não se atreveu a sondá-lo. Quanto mais insistisse naquele assunto, maiores seriam as chances de levantar suspeitas.

Depois de cavalgarem por mais algum tempo, Tatiane decidiu descer e caminhar um pouco.

Henrique desmontou primeiro e estendeu os braços para ela.

Passou um braço pelas costas de Tatiane e o outro sob seus joelhos. Assim que a tirou da sela, ela se agarrou instintivamente ao pescoço dele para se equilibrar.

Henrique, porém, não a colocou no chão de imediato.

Um sorriso provocador apareceu em seu rosto.

— Está com tanto medo assim de eu deixar você cair?

Tatiane o encarou.

— Me põe no chão.

Só então ele a soltou.

Tatiane foi até o gramado amplo ao lado. Tirou os sapatos e pisou descalça na grama macia, sentindo o frescor sob os pés enquanto a brisa passava suavemente por seu corpo.

Quando se abaixou para pegar os sapatos, uma mão foi mais rápida.

Henrique apanhou as sapatilhas antes dela.

— Eu levo.

Henrique sorriu e se aproximou um pouco.

— O que foi?

Tatiane não respondeu. Apenas desviou os olhos.

Pelo menos agora ele sabia respeitar alguma distância.

Pouco depois, ela encontrou um lugar à sombra e se sentou. Já começava a sentir o cansaço da caminhada.

Henrique sentou-se ao lado dela, deixando uma das pernas flexionada.

— Quer deitar no meu colo e dormir um pouco?

— Não estou com sono.

Henrique continuou olhando para ela.

Tatiane logo percebeu a insistência daquele olhar e virou o rosto em sua direção.

— Por que está me olhando assim?

— Só estava pensando que a Bia é exatamente igual a você.

Quando Bia ficava emburrada com ele, fazia questão de contrariá-lo em tudo.

E Tatiane, com aquela expressão e aquele jeito de reagir a cada coisa que ele dizia, parecia uma versão adulta da própria filha.

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