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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 1216

A cerimônia de casamento só chegou ao fim às onze e meia da manhã.

Na hora de jogar o buquê, Tatiane nem se deu ao trabalho de lançá-lo. Foi direto até Patrícia e o colocou nas mãos dela.

Patrícia, por sua vez, não hesitou nem por um segundo. Virou-se e estendeu o buquê para Felipe.

Diante de todos os convidados, ele o recebeu.

Ela sorriu, ficou na ponta dos pés e lhe deu um beijo no rosto.

Na mesma hora, os aplausos explodiram ao redor.

Depois das fotos em grupo, Henrique acompanhou Tatiane para que ela trocasse de vestido antes de começar a brindar com os convidados.

Nadja estava ocupada recebendo as pessoas quando alguém esbarrou nela por acidente.

Sem tempo de reagir, perdeu o equilíbrio e tombou para trás. Antes que caísse, um braço firme passou por seus ombros e a segurou.

Ainda assustada, ela virou o rosto e se deparou com Leandro.

— Cuidado.

A voz dele permanecia calma como sempre.

Nadja se endireitou e ergueu os olhos.

— Obrigada.

Patrícia se aproximou bem nessa hora.

— Deixa que eu cuido daqui, Nadja. Vá fazer companhia ao Leandro.

Enquanto falava, colocou um dos buquês nas mãos dela.

Tatiane havia preparado dois para aquele dia.

Um era todo de lírios-do-vale. O outro misturava lírios de pétalas duplas e rosas.

Ambos tinham sido montados com flores em tonalidades raras.

O que Patrícia entregou a Nadja era o de lírios-do-vale.

Ela o recebeu ainda meio atordoada.

Noemi apareceu logo atrás e deu um empurrãozinho nos dois.

— Vão logo! Irmão, cuide bem da Nadja.

Sem ter como escapar daquela situação, Nadja só conseguiu seguir em frente.

Patrícia e Noemi esperaram os dois se afastarem pelo gramado antes de parar.

— Ai, Paty... Se você pudesse emprestar metade da sua coragem para a Nadja, já ajudava bastante.

Patrícia acompanhou com os olhos as duas figuras que se distanciavam.

— Não sei se isso seria necessariamente bom. Do jeito que está agora... Até que funciona.

Noemi olhou de novo para os dois e abriu um sorriso.

— Pensando bem, acho que você tem razão.

Quanto mais observava, mais tinha a impressão de que combinavam.

— Sr. Leandro, quando o senhor volta? — Perguntou Nadja.

— Ainda tenho algumas coisas para resolver por aqui. Volto para o meu país daqui a dois dias.

Ela assentiu.

Os dois seguiram lado a lado pelo gramado, sem dizer mais nada.

Depois de alguns passos, Nadja tornou a chamá-lo:

— Sr. Leandro...

Os dedos apertaram o buquê com mais força.

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