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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 135

Ao que tudo indicava, a intimação que Henrique acabara de receber era mesmo a da ação de divórcio.

Ao se lembrar da reação dele ao abrir o documento, Tatiane já conseguia imaginar.

Provavelmente, ele devia estar zombando da audácia dela.

Ela entrou no carro.

Primeiro, foi almoçar com o fotógrafo e o restante da equipe.

Depois, voltou para a empresa.

Mas, durante toda a tarde, Tatiane simplesmente não conseguiu entrar no ritmo do trabalho. Não conseguia se concentrar em nada. A imagem de Beatriz ocupava sua mente o tempo inteiro.

Durante todos aqueles anos, ela jamais ousara procurar a filha, nem voltar a aparecer diante de Henrique, justamente porque temia perder o controle das próprias emoções.

Agora, porém, já não havia mais como fugir.

Ela precisava encarar de frente aquela saudade avassaladora que transbordava dentro dela.

Precisava aprender a conviver com aquilo.

Naquela noite, tinha combinado de sair para beber com Patrícia, mas a amiga estava correndo contra o prazo de um projeto e teria de trabalhar até tarde.

Ceci não estava se sentindo bem naquele dia, e Noemi precisava ficar em casa cuidando da filha.

No fim, Tatiane foi sozinha para um bar.

O FC Bar era um dos bares de alto padrão mais badalados de Nova Aurora, frequentado sobretudo pela elite e por profissionais do alto escalão.

Sentada diante do balcão, Tatiane pediu dois copos de uísque.

A luz quente e amarelada descia dos lustres de latão, espalhando um brilho suave sobre o balcão de madeira escura.

Os cubos de gelo tilintavam de leve dentro do copo.

Segurando o uísque, Tatiane inclinou a cabeça para trás e o esvaziou de uma vez.

Depois bebeu mais um.

E mais outro.

Ela continuava vestida com o mesmo conjunto social do trabalho, completamente deslocada em meio às roupas sensuais e despojadas do bar.

Ainda assim, isso só a fazia se destacar ainda mais.

Seu rosto era deslumbrante, e o leve torpor da bebida, que começava a aflorar em seu olhar, tornava tudo ainda mais perigoso. Seus olhos negros, brilhantes como obsidiana, ondulavam com um charme lânguido e sedutor. Bastava um único olhar para arrastar consigo uma tentação capaz de incendiar qualquer homem.

Nos sofás dos lounges, muitos olhares se fixavam nela sem o menor disfarce.

No fundo daqueles olhos, a cobiça era impossível de esconder.

Ao mesmo tempo, no corredor do segundo andar, o homem permanecia de pé junto ao corrimão.

Alto, ereto, impecável.

Sob a luz escura e difusa do ambiente, aquele rosto quase perfeito ganhava um ar ainda mais profundo e arrebatador.

Capítulo 135 1

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