— Com essa postura, eu começo até a duvidar da sua capacidade de voltar a comandar a KU.
Tatiane franziu a testa. Respirou fundo, discretamente, e respondeu:
— Sr. Henrique, se o senhor quer alguma coisa, diga logo. Não precisa colocar a minha competência em dúvida desse jeito.
Henrique a encarou com seus olhos negros e indecifráveis. Então estendeu a mão e jogou um documento diante dela.
— Assine.
Tatiane pegou a pasta e começou a ler.
Quando viu o conteúdo do contrato, se assustou.
Aquilo era, na verdade, um contrato de aporte complementar.
Mas, ao examinar as cláusulas com mais atenção, percebeu que o investimento vinha acompanhado de exigências: havia metas objetivas de desempenho que a empresa teria de cumprir.
Ela ergueu os olhos e o encarou.
— O que significa isso?
Henrique respondeu friamente:
— Você não sabe ler?
Do jeito que estavam, aquilo passava longe de parecer uma conversa entre parceiros.
Se fosse qualquer outra empresa, um aporte daquela dimensão não seria algo fácil de conseguir. Pelo contrário, seria motivo de comemoração.
Mas, vindo de Henrique, Tatiane simplesmente não conseguia entender o que ele realmente pretendia.
Ela pousou o contrato sobre a mesa e sustentou o olhar dele.
— Se o Sr. Henrique não me explicar por que está fazendo isso, eu não vou assinar.
Tatiane já estava preparada para ouvir mais uma sequência de sermões.
Mas, para sua surpresa, Henrique respondeu sem rodeios:
— Já que você gosta tanto de trabalhar, então trabalhe direito.
Tatiane sentiu o olhar vacilar por um instante.
A empresa atravessava uma fase de crescimento estável, e por isso não havia tantas questões que exigissem que ela mesma assumisse tudo de perto.
Mas, no momento em que aceitasse aquele aporte, tudo mudaria. Sua rotina deixaria de ser como era agora. Henrique estava disposto a colocar uma fortuna na mesa só para dificultar a vida dela.
— Desculpe, mas por esse motivo eu não posso aceitar. No máximo, o Sr. Henrique pode retirar o investimento.
— Tão confiante assim? Está contando com o Leandro para assumir no seu lugar?
Tatiane desceu, entrou no carro e afundou no banco, exausta. Recostou-se e apoiou a testa com uma das mãos. De repente, sentiu a cabeça pesada, como se tudo girasse ao redor, e até respirar ficou mais difícil.
Henrique tinha lhe dado três dias para pensar.
E, pelo jeito dele, se resolvesse mexer com a KU, faria exatamente o que havia dito.
Ao perceber que ela não estava bem, Tomás perguntou, preocupado:
— Senhora Tatiane, a senhora está passando mal? Quer que eu a leve ao hospital?
Tatiane não respondeu na mesma hora.
Só depois de um longo instante murmurou:
— Estou bem. Pode ir.
Mas Tomás insistiu:
— É melhor passar no hospital. A senhora está com uma aparência muito ruim. Se acontecer alguma coisa com a sua saúde, aí vai ser pior.
No fim, Tomás levou Tatiane ao hospital.
O médico passou um calmante para ela.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
A história é demasiadamente repetitiva. Mesmas falas, mesmo enredo. Parece açougueiro enchendo linguiça...
Até que fim o Henrique está tendo atitude de marido...
Gente, sou favorável que Henrique e Tati fiquem juntos, mas para isso ele precisa assumir verbalmente para ela que arrepende de tudo que fez, afinal ele também foi vítima desse casamento "arrajado", assumir os erros, pedir perdão declarar que a ama é o mínimo....
Falta o capítulo 763...
Kd o capítulo 763...
Está faltando o capítulo 763...
Desisto , 700 capítulos e a história nao muda... repetitiva, redundante, cansativa......
Mais de 600 capítulos e a personagem ainda remoendo dor, parece que é sadomasoquista, nem sinal afeto ou mesmo respeito entre os protagonistas. Acho que vou tentar outras leituras....
Estava gostando muito da história, mas agora perdeu o encanto. A Tati deveria se divorciar do Henrique. E ficar com o Leandro. O título do Livro não tem nada a ver com a história. Acho que nem vou ler o restante....
"O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores", e é por isso que vocês entregam apenas 3/4 do texto original quando começamos a pagar com as moedas? Porque sempre faltam falas e a gente acaba ficando sem entender algumas coisas. Corrijam isso....