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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 152

Tatiane apertou o volante com força.

Seu corpo foi lançado para a frente, e sua mente ficou em branco por um instante.

Logo em seguida, viu a porta do motorista do Bentley se abrir, e Henrique desceu do carro. Com uma expressão fria e cortante, ele lançou um rápido olhar para Tatiane.

Recobrando os sentidos, Tatiane soltou o ar devagar. Assim que se acalmou, recostou-se no banco e não fez o menor movimento para sair do carro.

Ela o viu ir até a traseira do Bentley, examinar o estrago e, em seguida, caminhar até parar ao lado da porta do motorista dela. Então ergueu a mão e bateu no vidro.

Tatiane baixou a janela e ergueu os olhos para o homem ao seu lado.

Antes mesmo que ele dissesse qualquer coisa, ela foi direta:

— Diga logo quanto vai ficar? Acione o seguro e pronto.

Henrique ergueu o pulso, deu uma olhada no relógio e disse, em um tom morno, sem a menor pressa:

— Estou a caminho de uma reunião para fechar uma parceria. Você me fez perder tempo. Como pretende compensar isso?

Tatiane encarou o homem à sua frente, incrédula.

Era verdade.

Por mais que não quisesse admitir, o tempo de Henrique realmente era contado em segundos.

Ainda assim, ficou chocada com a cara de pau dele.

Com um sorriso carregado de deboche, retrucou:

— O senhor realmente é um empresário exemplar, Sr. Henrique. Mas, se não tivesse acelerado, mudado de faixa de repente e freado do nada, acha mesmo que eu teria batido no seu carro?

Naquele momento, ela já desconfiava seriamente de que aquele desgraçado tinha jogado o carro de propósito na frente do dela.

Um sorriso frio curvou os lábios de Henrique.

— As leis de trânsito não são algo que você possa driblar com escândalo e teimosia.

— Você...

Tatiane ficou tão furiosa que quase cuspiu sangue.

Ao ver a irritação estampada no rosto dela, o homem permaneceu ali, calmo, como se nada pudesse abalá-lo. No fundo daqueles olhos carregados de malícia, havia até um quê de provocação, como se ele estivesse se divertindo às custas dela.

Como o trânsito naquela área começava a travar, não demorou para que um agente de trânsito que estava por perto chegasse ao local.

A responsabilidade pela colisão era claramente de Tatiane.

Como ninguém havia se ferido, tratava-se apenas de um acidente leve.

O agente pediu que os dois levassem os carros para um ponto seguro e os estacionassem ali.

Depois, perguntou como pretendiam resolver a situação: se fariam um acordo entre si ou se seguiriam o procedimento formal.

Henrique respondeu de forma objetiva a todas as perguntas do agente e disse que aceitava resolver aquilo em particular.

Tatiane, por sua vez, como parte responsável, continuava de rosto fechado e visivelmente sem disposição para conversar. Sem dizer mais nada, virou-se e foi fazer uma ligação.

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