Tatiane passou três dias em Horizonte Novo.
Naquele dia, recebeu uma notícia: a Vértice Holdings já havia fechado o projeto do centro financeiro de Horizonte Novo, e tinha sido o próprio Henrique quem conduzira toda a negociação.
Como sempre, bastava Henrique entrar em cena para transformar qualquer projeto em algo praticamente garantido.
Pelo visto, portanto, ele não tinha corrido até Horizonte Novo por causa da Pró-Vida.
Na filial, tudo seguia em ordem. Depois das avaliações e auditorias, três jovens promissores e competentes foram promovidos.
A empresa também precisava se renovar, trazer gente com energia, iniciativa e disposição para fazer acontecer.
Dali em diante, a filial ficaria sob a supervisão direta de Tatiane, enquanto Danilo continuaria ali, responsável pela operação do dia a dia.
Quanto a Roberto, sempre que ficava sem nada para fazer, acabava aparecendo no escritório de Tatiane. Bastava dar as caras para desestabilizar o coração de várias funcionárias mais jovens.
No fim, Tatiane simplesmente o mandou de volta para o hotel.
Cinco dias depois, ela voltou ao hospital para tirar os pontos. A marca na testa só diminuiria com tratamento estético, então, por enquanto, resolveu esconder tudo sob uma franja reta.
Roberto a acompanhou até o salão e aproveitou para aparar o próprio cabelo também.
Quando viu o novo visual de Tatiane, ficou encarando.
— O que foi? Tá tão estranho assim? — Ela perguntou, levantando a mão para ajeitar a franja.
Só tinha usado aquele corte na época da escola. Agora, sinceramente, ainda estava se estranhando.
Roberto riu.
— Ficou bom em você. Mas confesso que me lembrou seus tempos de colégio.
Tatiane tinha o rosto pequeno e delicado, com traços suaves e harmoniosos. De franja reta, parecia ainda mais jovem, quase uma universitária, com um ar puro e inocente.
Ela arqueou de leve a sobrancelha e sorriu de canto.
— E você também ficou com cara de menino.
Roberto caiu na risada, sem saber se se sentia ofendido ou se entrava na brincadeira.
— Ah, é? Então antes eu estava com cara de quê? De tio acabado?
Tatiane deu de ombros e seguiu andando, como se aquilo não fosse problema dela.
Inconformado, Roberto foi atrás, decidido a arrancar uma resposta melhor.
Ao mesmo tempo.
Dentro de um Rolls-Royce que avançava lentamente pela rua, do outro lado da calçada, um par de olhos sombrios observava os dois através do vidro escurecido.
— Tá bom, já entendi. Precisa fazer esse drama todo? Eu pago o almoço. O que você quer comer?
Roberto bufou, finalmente satisfeito.
— Agora sim. Assim ficou melhor.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
30 capítulo e não aconteceu nada de interessante, esse cara é ridículo, a história tá perdendo enredo, era pra tá prendendo a gente , mas já tá um saco, li até aqui e não vi sentido algum. Me desculpa só sendo sincera…...