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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 182

Tatiane despertou sobressaltada, arrancada de um sonho pesado.

A cabeça latejava, o corpo parecia sem força, e os olhos estavam inchados de tanto chorar.

Passou uma pomada para disfarçar o inchaço e fez uma maquiagem leve, só para dar um pouco de cor ao rosto. Não queria que ninguém da família percebesse, muito menos que se preocupassem.

Pegou o celular e ligou para Roberto.

Queria notícias da Bia.

Foi assim que soube: dias antes, ainda em Horizonte Novo, Bia tinha adoecido. Depois de voltar, passou alguns dias se recuperando. Assim que melhorou, dois dias atrás, viajou com Lorena para uma casa de veraneio na Alto Paraíso, fugindo do calor.

Ao ouvir aquilo, Tatiane ligou os pontos na mesma hora. Devia ter sido alguma infecção contraída no hospital.

E o fato de Henrique ter mandado Bia para a serra…

Não era difícil entender.

Ele só estava impedindo que elas se encontrassem.

Sempre foi assim.

Henrique nunca precisava agir diretamente contra alguém e, ainda assim, sabia exatamente onde ferir. Sem encostar um dedo, atingia fundo.

— Entendi...

Tatiane permaneceu sentada por um tempo.

Respirou fundo, se recompôs como pôde e engoliu tudo o que estava sentindo.

Só então se levantou e desceu.

Às dez da manhã, chegou à empresa.

Patrícia foi a primeira a entrar na sala. Assim que viu a nova franja, abriu um sorriso largo.

— Meu Deus, com essa franja você ficou uns dez anos mais nova. Tá com cara de universitária, toda delicada!

Tatiane riu, sem dar muita importância.

— Exagero seu.

Mas Patrícia logo mudou de assunto e começou a falar de Vicente.

Agora, a empresa inteira já sabia da ligação dele com a Vértice Holdings. E, depois que Tatiane fechou o contrato com a Pró-Vida, os boatos sobre ela simplesmente desapareceram.

Antes, boa parte das fofocas vinha justamente das intrigas que Vicente espalhava pelas costas.

Indignada, Patrícia soltou o verbo sem economizar.

Tatiane deixou que ela descarregasse tudo antes de dizer, com calma:

— Pronto, já foi. Agora ele não passa de um cachorro sem dono.

Leandro já tinha dado um jeito de expulsá-lo completamente do setor.

Em seguida, Patrícia comentou outro problema: um projeto em Porto Nobre tinha apresentado uma complicação de última hora, e Leandro estava lá pessoalmente tentando resolver.

— Aposto que isso tem dedo daquele desgraçado do Henrique.

Tatiane franziu a testa, pensativa.

Na mesma hora, lembrou-se do tapa que tinha dado em Karine dias atrás.

Como Leandro estava lidando pessoalmente com a situação, não havia muito que Tatiane pudesse fazer.

— Não se preocupa com isso. Eu resolvo por aqui.

— Certo.

Assim que desligou, a secretária de Sérgio avisou que ele queria vê-la.

Foi durante a última cúpula que, com a articulação das autoridades financeiras, a Vértice Holdings e a Alvorada deram início a uma parceria em um projeto nacional de investimentos no exterior. Naquele dia, haveria uma nova reunião com a equipe da Vértice justamente para tratar do assunto.

Sérgio queria que Tatiane participasse, mas preferiu ouvir a opinião dela primeiro.

Ela aceitou sem hesitar.

No ambiente profissional, manter contato com a Vértice Holdings não era algo a evitar.

— Então está decidido.

Às duas da tarde.

No escritório da presidência da Vértice Holdings.

Pedro entrou com um relatório nas mãos.

— Presidente, o resultado saiu.

Henrique estendeu a mão, pegou o envelope, rompeu o lacre e retirou o documento.

Era um exame de paternidade.

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