Entrar Via

Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 180

Dava para imaginar muito bem o humor de Henrique.

Na noite anterior, quando Otávio foi se encontrar com ele, já tinha ido preparado para o pior, como se, no caminho, já tivesse até pensado em como morreria. No fim, acabou sendo despachado de volta para Nova Aurora ainda de madrugada. Quanto à punição, ela só seria decidida quando Henrique retornasse.

O encontro com Leandro também ficou marcado no hotel em que Henrique estava hospedado.

Quando Leandro chegou, Henrique já o esperava.

Bia estava com ele.

Talvez por ter passado tempo demais no hospital, ela tinha amanhecido resfriada, com febre baixa. Naquele momento, permanecia encolhidinha nos braços do pai, abatida, quieta, sem ânimo nenhum. Tão pequena e tão murchinha que dava um aperto no peito só de olhar.

E, sempre que adoecia, ficava ainda mais grudada em Henrique.

Por isso ele a tinha levado consigo.

Assim que viu Leandro, Bia o chamou com a vozinha fraca:

— Tio Leandro...

Leandro respondeu baixinho e voltou os olhos para Henrique.

— O que a Bia tem?

— Resfriado. E um pouco de febre. — Respondeu Henrique.

Bia olhou de novo para Leandro.

— Tio Leandro... Quando a tia Evelyn vai ficar boa?

Leandro sorriu com gentileza.

— Quando a Bia melhorar, a tia Evelyn melhora também.

Bia fez um biquinho.

— Então eu tenho que sarar logo...

— Tem, sim. Bem rapidinho.

Henrique a embalou com cuidado.

— Fecha os olhos e dorme um pouco, Bia.

Leandro preferiu esperar do lado de fora e deixar Henrique fazê-la dormir primeiro.

Uns quinze minutos depois, Bia finalmente pegou no sono.

Mesmo assim, Henrique continuou com a filha aninhada contra o peito. Se ela acordasse e não o encontrasse ali, abriria o choro na mesma hora.

Quando Leandro voltou ao quarto, falou ainda mais baixo:

— O senhor precisa cuidar da Bia. Podemos conversar em outro momento.

Com um braço, Henrique mantinha a filha junto ao peito. Com a outra mão, pegou a xícara sobre a mesa de centro e tomou um gole de café.

— Já que o senhor veio, vamos falar agora.

Leandro não insistiu. Apenas se sentou diante dele.

— Entendi perfeitamente.

O clima entre os dois pesou de repente.

Leandro se levantou.

— Então não vou incomodá-lo mais.

Já tinha se virado para sair quando ouviu Henrique perguntar:

— O senhor sabe onde Tatiane está agora?

Leandro parou na mesma hora.

Virou o rosto e olhou para ele.

— Então o senhor ainda se lembra da Tati. Eu já estava achando que, depois de cinco anos, tivesse esquecido até que ela existia.

Henrique ergueu os olhos. No fundo daquele olhar escuro e insondável, havia apenas frieza, dura, cortante, sem o menor vestígio de calor. Ele sustentou o olhar de Leandro, mas não disse nada.

Leandro respondeu apenas:

— Ela continua nos Estados Unidos.

Depois disso, não acrescentou mais nada e saiu do quarto.

Henrique desviou o olhar e soltou uma risada fria.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora