Ao ouvir aquilo, absurdo demais até para ele, os olhos de Tatiane se incendiaram.
Sem pensar, ela levantou a mão para acertá-lo.
— Seu sem-vergonha.
Mas o tapa nem chegou perto. Antes disso, uma mão firme segurou seu pulso no ar.
Tatiane tentou se soltar.
Inútil.
A diferença de força era grande demais. Por mais que se debatesse, Henrique não cedeu um milímetro.
— Henrique, seu desgraçado, me solta!
Os olhos dela estavam carregados de raiva e ressentimento. O rosto, tomado pela emoção, ficou intensamente corado. Os lábios entreabertos tremiam levemente.
Henrique estreitou os olhos.
No instante seguinte, sem dar a ela tempo de reagir, segurou-a pela nuca e a puxou para um beijo brusco.
Tatiane arregalou os olhos. As costas bateram com força contra o vidro, e por um segundo tudo girou.
Quando recobrou os sentidos, tentou resistir com todas as forças. Mas ele já havia prendido suas mãos acima da cabeça.
Henrique a mantinha contra a vidraça como se fosse impossível sair dali.
O beijo se tornava cada vez mais duro, mais impositivo, não havia cuidado algum, só controle, só invasão.
Do lado de fora, a chuva castigava o vidro.
Lá dentro, o ar parecia pesado, quente demais.
As forças de Tatiane foram se esvaindo aos poucos.
Foi então que a babá saiu do banheiro com Bia.
Henrique a soltou devagar.
O calor intenso em seu olhar desapareceu num instante, substituído pela frieza de sempre.
Bia correu até ele, rindo.
— Papai! Tia Evelyn! Vocês estavam se beijando? Eu também quero beijinho!
Henrique se abaixou.
Tatiane virou o rosto, respirando fundo, ainda ofegante. Passou a mão pelos lábios, limpando-os com evidente repulsa.
Henrique beijou a testa da filha.
Bia, toda contente, retribuiu com um beijinho na bochecha dele, mostrando os dentinhos ao rir.
Depois correu até Tatiane.
— Tia Evelyn!
Tatiane se agachou e a pegou no colo. Bia envolveu o pescoço dela com os bracinhos e beijou sua bochecha.
Tatiane olhou para a filha.
Já tinha conseguido se recompor. O olhar voltou a ser suave.
— Vou atender uma ligação, tá?
— Tá bom.
Tatiane foi até a janela de vidro e atendeu.
— Alô, irmão.
— Tati, você ainda não voltou pra casa?
— Hoje vou ficar fora… Não dá pra voltar agora.
— Está sozinha… Ou com alguém?
— Estou com a minha filha.
Cristiano ficou em silêncio por um instante antes de perguntar:
— Foi falar com ele?
— Sim.
— Certo. A gente conversa quando você voltar.
— Tá bem.
Tatiane desligou.
Quando se virou, viu Bia encostada em Henrique, rindo alto. Não sabia o que ele tinha feito, mas a menina gargalhava, leve, solta.
O som cristalino daquele riso se espalhou pela sala inteira.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
Eu decidi que, assim que abarem essas moedas que comprei, vou parar de ler esse romance, chato pra c@r@1ho...
A autora poderia mudar um pouco essa narrativa. Tatiane sempre fria e com poucas palavras. Henrique não consegue falar de sentimentos e enquanto isso a história da voltas e mais voltas e não sair do lugar......
Está na hora do Henrique se declarar né? Pelo amor de Dus que enrola. Eu nunca me casaria somente pela filha. Tem que ter sentimentos. Espero que no próximo capítulo Henrique se declare e deixe Tati abalada. Aí sim tudo pode mudar. Ela grávida e ele se declarando temos 2 pontos....
4 capítulos inteiros pra uma briga de garagem no prédio sem sentido entre Henrique e Leandro. O Autor está enchendo linguiça só pode !!!!!!...
Que capítulos são esses? Sem nada a acrescentar...estou quase desistindo desse livro....
Quando esse livro vai acabar pelo amor de Deussss, ta ficando entediante 🙄...
O autor parece uma pessoa perdida na floresta: gira.....gira..... E volta sempre ao ponto de partida....
Horrível a gente pagar caro pra ler um livro e ficar faltando tantas falas, eu teria que ter bola de cristal para adivinhar né...
Kd os novos capítulos?...
Ia ser tão top se tivesse uma sena quente dela e de Leandro e ele finalmente se declarasse pra ela. To chapando muito!...