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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 228

Tatiane permaneceu onde estava por alguns instantes, observando em silêncio.

De repente, Henrique levantou os olhos e a encarou. O sorriso cheio de carinho que ainda dirigia a Bia foi se apagando pouco a pouco assim que o olhar dele pousou em Tatiane.

— Tia Evelyn! — Chamou Bia.

Tatiane se aproximou.

A menina correu até ela, toda animada:

— Tia Evelyn, o que é branco por fora e amarelo por dentro?

Tatiane segurou a mãozinha dela, ajudando-a a se sentar, e perguntou com suavidade:

— O quê?

— Banana de pijama! — Bia respondeu, toda orgulhosa.

E caiu na risada.

Tatiane acariciou a cabeça da filha e sorriu junto.

Os dois ficaram na sala fazendo companhia a Bia. A pequena era naturalmente alegre e, à primeira vista, tudo parecia tranquilo entre eles.

Antes das nove da noite, Bia já começava a bocejar.

Naquela noite, quis dormir abraçada a Tatiane.

A babá já tinha deixado um dos quartos de hóspedes pronto, e Tatiane pretendia ficar ali com ela.

Mas, ao subir as escadas, deu de cara com Henrique, que acabava de sair do banho.

Ele vestia um robe de seda azul-marinho, ajustado na cintura, que valorizava os ombros largos e o porte firme. O decote em V deixava entrever, de leve, parte do peito. O cabelo ainda estava úmido.

— Papai, hoje eu quero dormir com a tia Evelyn.

Henrique olhou para a filha, mas não comentou. Em vez disso, voltou-se para Tatiane e disse, em tom neutro:

— A Bia estranha dormir em lugar novo. Leva ela pro quarto principal.

Normalmente, quando vinham para ali, Bia dormia com ele no quarto principal.

Mas Tatiane não queria, de jeito nenhum, entrar no território dele.

Cinco anos antes, tirando aquele único episódio inesperado, mesmo depois do casamento no papel, eles nunca tiveram de fato uma relação próxima. Dormir na mesma cama nunca aconteceu.

E agora, menos ainda.

Tatiane jamais pisaria no quarto dele.

Ela pegou Bia no colo, ignorando completamente o que ele tinha dito:

— Que tal a gente dormir no quarto de hóspedes, Bia?

A menina respondeu, doce e tranquila:

Henrique levantou os olhos. A expressão fria se suavizou na hora. Ele deixou o tablet de lado.

— O que foi? Veio fazer o quê aqui?

Bia foi até ele.

— A tia Evelyn está tomando banho. Quando ela terminar, eu volto pra ficar com ela… Mas eu tenho uma coisa pra falar pro papai.

Henrique a puxou para o colo.

— E o que você quer me dizer?

Bia ergueu o rostinho e falou, séria:

— Eu acho que a tia Evelyn nem quer falar com você, papai. O que você fez pra ela ficar assim?

Henrique passou a mão no cabelo da filha e deixou escapar um leve sorriso.

— Então agora a Bia já sabe brigar com o papai?

Bia fez um biquinho, mas não perdeu a seriedade.

— De qualquer jeito, você não pode maltratar a tia Evelyn. Eu quero que o papai fique junto com a tia Evelyn.

A expressão dela era tão séria que parecia estar tratando de algo extremamente importante.

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