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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 893

— Mas ela não pode morar na sua casa para sempre. Do jeito que está, precisa de acompanhamento profissional. — Disse Tatiane.

— Por enquanto, acho melhor deixá-la aqui. Podemos esperar que fique um pouco mais estável antes de pensar no tratamento. Depois, vemos o que a Nadja decide.

— Está bem.

Tatiane saiu da casa justamente quando Patrícia abria a porta do carro para descer. Assim que a viu, ela ergueu a mão em cumprimento.

— Tati.

Tatiane apressou o passo até ela.

— Cadê o Beto?

— Não está em casa. Eu estava ajudando a cuidar de uma pessoa para ele.

Patrícia franziu a testa, intrigada.

— Que pessoa?

— Vamos entrar. Conto tudo lá dentro.

Tatiane entrelaçou o braço ao de Patrícia e entrou com ela. No caminho, fez um breve resumo do que havia acontecido.

Patrícia ficou tão intrigada quanto ela. Se Natália crescera com a família Ramos, por que eles não estavam cuidando de seu tratamento? E por que Nadja a levara justamente para a casa de Roberto?

Tatiane levantou uma hipótese:

— Talvez o problema tenha acontecido dentro da própria família Ramos. Por isso a Nadja pediu ajuda ao Beto.

— E como estão as coisas entre os dois?

— Também não sei. Acho que o Beto precisa decidir sozinho o que quer fazer.

Patrícia lançou um olhar demorado para Tatiane e assentiu, sem encontrar o que dizer.

No fim das contas, Roberto era quem mais despertava sua compaixão. Se, naquela época, tivesse sido um pouco mais firme e tomado a iniciativa, talvez agora já estivesse cercado de filhos.

Mas não adiantava pensar no que poderia ter sido.

Mônica e os outros também já sabiam que Beto havia levado uma moça para ficar em sua casa. Chegaram a mandar comida para ela duas vezes, mas Natália não tocara em nada.

— Como ela está agora?

Mônica fez a pergunta a Tatiane.

— Tomou soro à tarde e conseguiu comer um pouco. Pelo menos, parece mais estável.

Mônica soltou um suspiro.

— Coitada dessa menina. Nem dá para imaginar o que ela passou.

Naquela noite, Patrícia ficou hospedada na casa da família Oliveira. Mônica pediu que preparassem outro quarto de hóspedes para ela.

— Tia Mônica, o Felipe vem amanhã?

Mônica estranhou a pergunta.

Na manhã seguinte, Tatiane foi até a casa de Roberto levando uma bolsa térmica com o café da manhã.

A babá estava limpando a casa quando ela perguntou:

— Como ela passou a noite?

— A senhorita Natália ficou bem tranquila. Já está acordada.

Tatiane assentiu e subiu as escadas.

Ao abrir a porta, encontrou Natália sentada sozinha na varanda. A brisa leve movimentava seus cabelos, dando a ela a aparência de uma delicada boneca de porcelana, bonita e frágil demais para aquele mundo.

Ao ouvir a porta se abrir, Natália se mexeu discretamente.

Tatiane se aproximou e colocou a bolsa térmica sobre a mesinha redonda.

— Dormiu bem ontem à noite?

Natália virou os olhos sem foco na direção da voz e assentiu de leve.

— Então coma alguma coisa primeiro.

Tatiane abriu a bolsa térmica. Dentro havia uma tigela de mingau de aveia ainda morno, um ovo cozido, algumas torradas e uma pequena porção de frutas cortadas.

Tatiane descascou o ovo, colocou-o com cuidado na mão de Natália e disse em tom suave:

— Primeiro, coma o ovo.

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