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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 229

Henrique acalmou Bia com toda a paciência:

— Tudo bem. Já entendi.

— Então depois você pede desculpa pra tia Evelyn.

Quando Tatiane saiu do banho, Bia ainda não tinha voltado.

Ela esperou mais um pouco.

Depois foi até o quarto ao lado e abriu a porta.

Pai e filha, sentados no sofá, olharam ao mesmo tempo para a entrada.

— Bia, está na hora de dormir. — Disse Tatiane, parada à porta.

Bia desceu do colo do pai e correu até ela. Em seguida, segurou sua mão e puxou de leve:

— Tia Evelyn, vem aqui. O papai vai pedir desculpa pra você.

Tatiane se surpreendeu por um instante. Depois ergueu os olhos para Henrique, ainda sentado no sofá.

Pela expressão dele, estava claro que não tinha a menor intenção de se desculpar.

Ela apertou de leve a mão de Bia e falou com suavidade:

— Não precisa disso, não. Vamos? Está na hora de dormir.

Se Henrique resolvesse pedir desculpas só da boca pra fora, aquilo só a enojaria ainda mais.

Tatiane levou Bia de volta para o quarto.

Já deitadas, Bia se aninhou nos braços dela e se esfregou com carinho.

— Tia Evelyn é tão cheirosinha… E tão macia. Eu gosto do cheirinho da tia Evelyn.

Tatiane abraçou a filha contra o peito.

Naquele instante, sentiu o coração amolecer por completo.

Cinco anos.

Aquela criaturinha que um dia tinha vivido dentro dela, mexendo de leve em seu ventre… Agora estava ali, tão crescida, tão linda, tão adorável.

Ela já não precisava mais tocá-la só nos sonhos, como algo vazio e inalcançável.

Agora a filha estava ali.

De verdade.

Ao alcance dos seus braços.

Tatiane cantarolou baixinho enquanto embalava Bia, dando leves tapinhas em suas costas para fazê-la dormir.

Aninhada em seus braços, a menina adormeceu logo.

Tatiane, porém, não conseguiu pegar no sono.

Ficou ali, apenas olhando para a filha… Como se nunca fosse o bastante.

Naquela noite, ao lado de Tatiane, Bia dormiu profundamente, sem estranhar o quarto.

— Ah… Tá bom, então.

Henrique ergueu os olhos e lançou um olhar distraído para o perfil sereno da mulher ao lado. Em seguida, virou-se e saiu da cozinha.

Tatiane não preparou muita massa. Fez apenas o suficiente para ela e para Bia. As bolinhas que Bia conseguiu enrolar foram separadas num pratinho para Henrique.

Mais tarde, quando se sentou à mesa, Henrique lançou um olhar para os pães de queijo no prato e curvou os lábios num sorriso quase imperceptível.

Tatiane percebeu aquela microexpressão.

Um incômodo difícil de explicar apertou seu peito. Era como se ele estivesse zombando dela.

Henrique começou a comer os pães de queijo que Bia tinha ajudado a fazer.

Cheia de expectativa, Bia perguntou:

— Papai, tá gostoso?

— Está, sim.

— Então pega mais um que a tia Evelyn fez.

Bia pegou um pão de queijo e colocou no prato do pai.

Henrique aceitou. Quando levantou os olhos, olhou diretamente para Tatiane.

No instante em que os olhares dos dois se cruzaram, Tatiane o encarou com frieza.

E ele, como se fizesse questão de provocá-la, levou à boca o pão de queijo que Bia tinha colocado para ele.

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