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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 259

Mas, depois do impacto que Tatiane causou ao entrar, Karine já não parecia tão deslumbrante assim.

Colocadas lado a lado, a diferença ficava ainda mais evidente.

Tatiane tinha o fascínio maduro de uma mulher no auge, como um vinho tinto envelhecido pelo tempo: rico, intenso, embriagante, com uma sedução que se insinuava aos poucos e deixava marcas.

Karine, por outro lado, carregava o frescor juvenil de uma garota mais nova, doce e delicada, agradável como um perfume leve, mas sem aquele magnetismo capaz de fazer alguém querer ficar.

O vestido de Tatiane tinha uma cauda mais longa, e Leandro, cavalheiro como sempre, se abaixou para erguer a barra, para que ela caminhasse sem tropeçar.

Karine estreitou o olhar ao encarar as costas da mulher.

Ao mesmo tempo, fragmentos de conversa começaram a chegar aos seus ouvidos.

— A senhorita Karine sempre foi considerada uma beleza rara, mas hoje ficou claro que sempre existe alguém acima. Perto daquela mulher, ela acabou apagada. Se eu fosse homem, também escolheria a outra.

— Ela e o senhor Leandro ficam lindos juntos. Sério, combinam demais. Isso vai partir o coração de muita mulher.

— O senhor Henrique já está com a Karine, e agora o senhor Leandro também parece comprometido. Pelo visto, os homens mais extraordinários nunca sobram para a gente.

— Ainda tem o Roberto, da família Barbosa. Ele também não é nada mal... Vai que, né?

Leandro também era um dos homens mais admirados daquele círculo social.

E talvez o mais raro nele fosse justamente isso: em um meio tão corrompido, tão cheio de excessos e segundas intenções, ele ainda conseguia se manter à parte, limpo, intocado, como se não pertencesse à mesma lama que os outros.

Um homem íntegro. Elegante. Quase inalcançável.

Dava mesmo a impressão de ser um cavalheiro impecável, uma joia rara que o mundo ainda não tinha conseguido manchar.

Não era à toa que tantas mulheres se apaixonavam por ele.

Pena que, até hoje, Leandro sempre parecera incapaz de amar alguém de verdade.

Agora, porém, ao vê-lo tão atento e cuidadoso com outra mulher, todos finalmente entendiam que até a flor mais intocável no alto da montanha podia descer do pedestal.

E a mulher capaz de tirá-lo de lá era justamente alguém com aquela beleza e aquela presença.

Karine ouvia cada comentário como se fossem agulhas finas perfurando seus ouvidos, uma a uma, deixando-a cada vez mais irritada.

A mão que pendia ao lado do corpo foi se fechando devagar, os dedos crispados de raiva.

— Kari, vamos.

Henrique a chamou em voz baixa.

Karine se recompôs às pressas, ergueu os olhos para ele e forçou um sorriso.

— Tá.

Tatiane e Leandro foram acomodados à mesa principal.

No centro ficava o lugar reservado ao responsável pelo leilão beneficente daquela noite.

Na penumbra difusa das luzes, aquela proximidade parecia ainda mais íntima.

Sobretudo porque, quando falava com ela, havia uma suavidade quase excessiva no olhar dele, uma ternura discreta entre as sobrancelhas e os olhos, o que tornava a cena ainda mais ambígua.

Enquanto falava com Henrique, o responsável pelo leilão lançou um olhar para os dois. Henrique também voltou para lá os olhos profundos e indecifráveis, mas logo tornou a desviar o olhar, sem revelar a menor emoção.

Karine se interessou por um vaso antigo.

Sem hesitar, arrematou a peça por cinquenta milhões.

E de onde sairia aquele dinheiro, ninguém ali precisava perguntar.

Até que o conjunto de joias em jade imperial finalmente apareceu.

Lance inicial: vinte e cinco milhões.

Tatiane ergueu a placa.

— Vinte e cinco milhões.

Karine olhou para ela de lado e, no segundo seguinte, também levantou a sua.

— Trinta milhões.

Tatiane virou o rosto e lançou sobre ela um olhar gelado.

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