— Certo. — Respondeu a professora Jussara.
O tempo passou, até que Patrícia apareceu para falar com Tatiane sobre trabalho.
— Tati.
Tatiane levou um susto e voltou a si de repente.
Ergueu os olhos para Patrícia, recompôs a expressão e disse:
— Paty, você chegou.
Percebendo que ela não estava bem, Patrícia franziu a testa, preocupada.
— O que foi? Você está com uma cara péssima.
Já fazia uma hora desde que a professora Jussara tinha falado com ela.
Henrique provavelmente já sabia.
Tatiane então se lembrou da outra vez em que discutira com Henrique. Bia acabara ouvindo, entrara em desespero e caíra no choro. Lembrou-se também da reação dele naquele momento.
Pensou ainda na primeira vez em que Bia foi para a casa da família Oliveira. Naquela noite, a menina fez um escândalo, chorou sem parar, e Henrique correu para lá assim que soube.
Sempre que Bia ficava emocionalmente abalada, ele parecia entrar em estado de alerta.
As palavras do professor Lúcio também voltaram à mente de Tatiane. Embora o quadro de Bia tivesse melhorado muito, preservar o equilíbrio emocional da menina continuava sendo fundamental.
A cirurgia pela qual ela passara naquela época tinha sido arriscadíssima.
Ela realmente estivera por um fio.
Naquele instante, a imagem de Bia triste tomou conta dos pensamentos de Tatiane. O peito apertou tanto que até respirar ficou difícil.
Ela estava prestes a dizer alguma coisa quando o celular vibrou.
Ao ver o número na tela, atendeu na mesma hora.
— Alô?
Do outro lado da linha, a voz do homem veio fria como gelo:
— Venha para o hospital.
No instante em que ouviu aquilo, o coração de Tatiane despencou.
— Onde?
Ele passou o endereço.
Assim que a ligação terminou, Tatiane se levantou.
Enquanto pegava a bolsa e juntava as coisas às pressas, disse a Patrícia:
— Paty, preciso ir ao hospital agora. Deixa os documentos aí. Se der tempo hoje, eu vejo depois.
Ao notar o nervosismo estampado no rosto dela, Patrícia perguntou, preocupada:
— Quem foi parar no hospital?
Tatiane respondeu:
— A Bia.
Meia hora depois, Tatiane chegou ao hospital.
No quarto VIP da cardiologia pediátrica, empurrou a porta e entrou.
Sobre a cama, o corpinho pequeno de Bia jazia imóvel, em silêncio, com a máscara de oxigênio no rosto. De olhos fechados, ela já tinha adormecido.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
30 capítulo e não aconteceu nada de interessante, esse cara é ridículo, a história tá perdendo enredo, era pra tá prendendo a gente , mas já tá um saco, li até aqui e não vi sentido algum. Me desculpa só sendo sincera…...