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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 342

Dentro do quarto, Leandro estava recostado na cama, resolvendo assuntos de trabalho. Ao ver Tatiane entrar, pareceu um pouco surpreso, mas logo entendeu quem devia ter contado a ela.

— Tati, você veio.

Tatiane deixou as flores e a cesta de frutas sobre a mesa de centro. Em seguida, voltou o olhar para Leandro, reparando na palidez do rosto dele.

— Professor, está se sentindo melhor?

— Bem melhor. Não se preocupe.

Tatiane se aproximou e olhou para o notebook e os documentos à frente dele.

— A empresa não vai falir se o senhor descansar um dia, vai?

Os lábios pálidos de Leandro se curvaram num sorriso. Ele tirou os óculos e olhou para Tatiane.

— Achei que, para você, trabalhar doente fosse a coisa mais normal do mundo.

Tatiane não conseguiu segurar o riso.

Nos últimos cinco anos, trabalhar e estudar mesmo doente tinha sido rotina para ela. Ninguém conseguia convencê-la do contrário.

Os dois conversaram por algum tempo, e Leandro finalmente deixou o trabalho de lado.

O tempo estava agradável naquele dia.

Desde a tarde anterior, Leandro não saía do quarto. Queria caminhar um pouco. Tatiane, então, o acompanhou.

A área externa do hospital era bonita. Os dois seguiram pela alameda cercada de plátanos. Quando o vento de outono soprou de repente, as folhas farfalharam num som suave e contínuo.

— Hoje você não precisa ficar com a Bia? — Perguntou Leandro.

— A Bia foi para a casa da família Barbosa.

Leandro assentiu de leve.

Enquanto isso, na janela de um quarto no quarto andar, uma figura alta e esguia permanecia imóvel. Seus olhos escuros e profundos estavam fixos nas duas silhuetas lá embaixo.

Naquele dia, Tatiane usava uma blusa azul com uma saia longa branca. O cabelo comprido estava meio preso. Quando o vento passou, levantou de leve a barra da saia e fez alguns fios dançarem no ar.

Os dois conversavam sobre alguma coisa.

No rosto de Tatiane havia sempre um sorriso suave, delicado. A luz do sol de outono atravessava as folhas dos plátanos e caía sobre ela, deixando-a ainda mais luminosa, cheia de vida.

— Rick!

Felipe se aproximou e deu uma tapinha no ombro dele.

Seguiu a direção do olhar de Henrique, mas, ao olhar para baixo, não viu nada de estranho.

— Tá olhando o quê?

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