Henrique não respondeu. Falou sem entusiasmo:
— Vê se tem alguma coisa aí que você goste.
Só depois de caminhar mais de dez metros para fora da loja foi que Tatiane estendeu a mão, apoiou-se na parede ao lado e soltou um longo suspiro.
O homem que antes ela mal encontrava de vez em quando agora parecia surgir o tempo todo diante dela, sempre acompanhado daquela imagem de felicidade ao lado de outra mulher. Era como se o destino estivesse deliberadamente zombando dela, empurrando-a, uma vez após outra, para a humilhação e o constrangimento.
Roberto observava seu estado, o semblante pesado. Por reflexo, levou a mão até as costas de Tatiane, mas interrompeu o gesto no meio do caminho. Apertou os dedos, hesitou por um segundo… E acabou recolhendo a mão.
— Vamos sentar um pouco ali na frente. — Sugeriu.
Tatiane balançou a cabeça.
— Não precisa. Quero ir embora.
— Tudo bem.
Os dois pegaram o elevador até a garagem.
Entraram no carro.
Roberto não deu partida imediatamente. Com as mãos apoiadas no volante, permaneceu em silêncio por alguns segundos antes de finalmente perguntar:
— E você… Quais são os seus planos agora?
Ele sabia que Henrique nunca gostara de Tatiane, mas não imaginava que chegaria a tratá-la com tamanha frieza. Os dois pareciam completos estranhos, como se a criança que ela carregava no ventre não tivesse absolutamente nada a ver com ele.
Na verdade, bastava olhar para Tatiane para perceber o quanto aqueles dias vinham sendo dolorosos.
Naquele momento, porém, ela já havia se recomposto. O semblante estava calmo outra vez.
— Depois que o bebê nascer, a gente vai se divorciar.
Roberto ficou visivelmente surpreso.
— Divórcio?
— Sim. — Confirmou ela. — No ano que vem vou para os Estados Unidos fazer doutorado. Vai dar tudo certo. Não se preocupe comigo.
Enquanto falava, virou o rosto para Roberto e lhe ofereceu um sorriso leve, quase despreocupado.
Roberto a encarou.
Ficou em silêncio por um instante.
Depois, curvou levemente os lábios em um meio sorriso:
— Até que é uma boa ideia. Então, daqui pra frente, vai ser ainda mais difícil a gente se encontrar.
Tatiane arqueou os lábios, em tom de brincadeira:
— Se sentir saudade, pode ir me procurar.
— Combinado. — Roberto respondeu sem hesitar.
Ele saiu do estacionamento subterrâneo com o carro.
Pegou o celular e discou um número.
A chamada foi atendida rapidamente.
— Sai pra beber comigo. Hoje eu pago.
Tatiane chegou em casa.
— Já voltou? Comprou o quê? — Perguntou Mônica.
— Um presente que o Beto me deu. — Respondeu Tatiane.
— Jantou com o Beto hoje à noite?
— Foi. Eu tinha marcado com uma amiga, mas aconteceu um imprevisto. Acabei encontrando o Beto e jantamos juntos. O pai ainda não voltou?
Na casa, só estava Mônica.
— Seu pai já deve estar chegando.
As duas conversaram mais um pouco.
Depois, Tatiane foi para o quarto, guardou o colar com cuidado e deu uma olhada no relógio. Já passava das nove. Não sabia se o jantar do outro lado, o de Patrícia, já tinha terminado.
Pensou por um instante.
Então pegou o celular e ligou para Leandro.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
A história é demasiadamente repetitiva. Mesmas falas, mesmo enredo. Parece açougueiro enchendo linguiça...
Até que fim o Henrique está tendo atitude de marido...
Gente, sou favorável que Henrique e Tati fiquem juntos, mas para isso ele precisa assumir verbalmente para ela que arrepende de tudo que fez, afinal ele também foi vítima desse casamento "arrajado", assumir os erros, pedir perdão declarar que a ama é o mínimo....
Falta o capítulo 763...
Kd o capítulo 763...
Está faltando o capítulo 763...
Desisto , 700 capítulos e a história nao muda... repetitiva, redundante, cansativa......
Mais de 600 capítulos e a personagem ainda remoendo dor, parece que é sadomasoquista, nem sinal afeto ou mesmo respeito entre os protagonistas. Acho que vou tentar outras leituras....
Estava gostando muito da história, mas agora perdeu o encanto. A Tati deveria se divorciar do Henrique. E ficar com o Leandro. O título do Livro não tem nada a ver com a história. Acho que nem vou ler o restante....
"O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores", e é por isso que vocês entregam apenas 3/4 do texto original quando começamos a pagar com as moedas? Porque sempre faltam falas e a gente acaba ficando sem entender algumas coisas. Corrijam isso....