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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 487

Henrique acabou rindo.

— É só uma caneta. Está com tanta pena assim de me dar?

Tatiane apenas lançou a ele um olhar irritado e não respondeu. Guardou o contrato na bolsa e colocou a alça no ombro.

— Pelo menos almoce antes de ir.

— Tenho coisas para resolver. Depois do expediente, volto para ver a Bia.

Henrique não insistiu. Apenas a acompanhou até a porta.

— Dirija com cuidado.

Tatiane não respondeu. Inclinou-se, entrou no carro e foi embora.

Henrique se virou e voltou para a mansão.

Pouco depois, recebeu uma ligação.

— Senhor Henrique, a senhorita Karine sofreu um acidente de carro.

Meia hora antes, Felipe havia mandado alguém levar Karine ao aeroporto. Mas, ao chegarem lá, os seguranças se descuidaram por um instante. Karine aproveitou a brecha, fugiu do aeroporto e acabou sendo atropelada.

Ela já havia sido levada às pressas para o hospital.

Felipe decidira mandar Karine para fora do país depois de conversar com Eliane. A ideia era tirá-la de Nova Aurora por um tempo, para que ela esfriasse a cabeça. Quanto a Leandro, ele mesmo tentaria resolver.

Tatiane voltou para o escritório.

Enquanto respondia mensagens de trabalho pelo WhatsApp, acabou abrindo sem querer uma publicação de Henrique.

Era apenas uma foto, sem legenda.

Na imagem, estava justamente a caneta dela.

Tatiane franziu a testa.

Pegou o celular e mandou uma mensagem para ele:

[Por que você postou isso?]

Henrique respondeu rápido:

[Porque eu quis. Agora você também vai controlar isso?]

Tatiane franziu ainda mais a testa e perdeu a vontade de responder.

Mal havia colocado o celular de lado quando o aparelho vibrou de novo. Era uma ligação de Marcos.

Ela atendeu.

— Pai.

— Tati, você já almoçou?

— Ainda não. Vou comer daqui a pouco. Aconteceu alguma coisa?

— Você não voltou para casa nesses últimos dias. O trabalho está tão puxado assim?

Henrique chegou ao hospital.

Do lado de fora da sala de exames, Eliane estava com os olhos vermelhos e inchados de tanto chorar.

Felipe permanecia à porta, com a expressão pesada. Ao vê-lo, disse:

— Você chegou.

Eliane apenas lançou um olhar para Henrique.

— Como ela está?

— A princípio, nada muito grave. — Respondeu Felipe.

Assim que terminou de falar, a porta da sala de exames se abriu.

Karine foi empurrada para fora em uma cadeira de rodas. Parecia muito mais abatida. No instante em que viu Henrique, seus olhos se encheram de lágrimas, carregadas de mágoa, e elas começaram a escorrer pelo rosto.

Eliane se levantou às pressas e foi até ela.

— E então? O que deu nos exames?

Karine havia fraturado algumas costelas, mas a lesão não era considerada grave. Por enquanto, ficaria internada para tratamento conservador.

Como o acidente acontecera ainda nas dependências do aeroporto, o carro não vinha em alta velocidade. Além disso, Karine usava uma jaqueta grossa no momento do impacto. No fim, quem mais sofreu foram suas mãos, delicadas e bem cuidadas durante tantos anos, que ficaram bastante esfoladas na queda. Agora, estavam cobertas por curativos.

Karine foi levada para o quarto.

Enquanto o médico fazia a imobilização com faixas, Henrique e Felipe ficaram esperando do lado de fora.

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