— Vovô.
De repente, uma voz doce e macia ecoou pelo jardim.
Lili vinha correndo em direção aos dois, vestida com um casaco rosa acolchoado. O gorro com orelhinhas de coelho balançava para cima e para baixo a cada passo. Fofa e delicada, parecia mesmo um coelhinho de pelúcia. A babá a acompanhava de perto, atenta a cada movimento.
— Lílian, devagarzinho, cuidado. — Alertou a cuidadora.
Igor abriu um sorriso e foi ao encontro da neta. Curvou-se e a pegou no colo.
— Ai, minha Lili… Meu tesouro. Não corre assim. E se você cai?
Lili passou os bracinhos pelo pescoço de Igor e deu um beijo estalado na bochecha dele.
Igor sorriu tanto que os olhos se encheram de rugas. Riu baixo e fez um carinho na cabecinha macia dela.
— Chama o tio Henrique.
Lili olhou para Henrique e disse, com a voz fininha:
— Tio Henrique.
O olhar de Henrique se suavizou. Ele estendeu os braços na direção dela.
— Quer vir no colo do tio?
Lili, obediente, estendeu os bracinhos. Henrique a pegou no colo, o carinho evidente no fundo dos olhos.
Igor perguntou à menina, em tom brincalhão:
— E o bisa-vovô, ainda está bravo?
Lili balançou a cabecinha.
— Não. Eu fiz um bolo pra ele. O bisa-vovô ficou muito feliz.
Igor riu.
— Claro que ficou. O bisa-vovô gosta mais da Lili do que de qualquer coisa.
Os dois passaram algum tempo brincando com Lili no jardim. Ela correu entre os canteiros, tentando pegar borboletas. Com todo cuidado, segurava as asas delicadas, murmurava algo baixinho para elas, como se conversasse, e depois as soltava.
Igor observou a cena e comentou, com um sorriso tranquilo:
— Quando a sua filha nascer, a Lili vai ter companhia pra brincar.
O olhar de Henrique pousou na menina. Ele concordou em tom calmo:
— É… É verdade.
Já se aproximava do meio-dia.
Igor insistiu para que Henrique ficasse para o almoço, mas ele recusou educadamente. Marcelo provavelmente ainda não estava disposto a vê-lo naquele momento.
— Depois eu converso com o Marcelo com calma. — Disse Igor. — Daqui a uns dias, a raiva passa.
— Obrigado, Igor. Vou indo então.
— Ela se acha parente da família Barbosa, como se isso aqui fosse a casa dela.
— Os alimentos da casa… Qualquer coisa comprada lá fora não pode simplesmente ser colocada na geladeira. Quem garante que essas carnes passaram por inspeção? Vai saber se são seguras?
— A gente só está pensando no bem do bebê que vai nascer. Ela é que não sabe reconhecer boa intenção… E ainda teve a coragem de me bater.
Por volta das cinco da tarde.
Enquanto preparava o jantar para Tatiane, Mônica percebeu que todos os ingredientes que havia trazido de casa tinham desaparecido.
O frango e os legumes eram da família dela, galinhas criadas soltas, verduras plantadas no sítio, tudo escolhido com cuidado.
Ela tentou manter a calma e perguntou educadamente a Aline e Ana. As duas fizeram cara de paisagem, fingindo não ouvir, como se estivessem surdas.
Mônica aguentou até onde deu.
No limite, avançou de uma vez, arrancou os objetos que elas tinham nas mãos e jogou tudo no chão.
Aquilo foi o estopim.
Aline e Ana explodiram, partindo para uma sequência de comentários venenosos, carregados de ironia e humilhação.
Ao ouvir a gritaria vinda da cozinha, Tatiane foi imediatamente até lá.
Ela já imaginava que Aline e Ana fariam pequenas maldades pelas costas, tentando provocá-las.
Mas nunca passou pela cabeça dela que fossem tão longe a ponto de jogar fora todos os alimentos que Mônica havia trazido.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
Tá tedioso! Estou pulando capítulos. Devia encerrar logo....
Alguem aqui que possa fazer a autora desse livro entender que ja esta INSUPORTÁVEL a leitura??? E que acredito q ninguem aguenta mais tanta chatuce q nao chega a lugar NENHUM???? Henrique um executivo imponente ate lguns capitulos atras, agora parece um adolescente de 15 anos atras dessa CHATA da Tatiane?????...
Esse livro NAO ACABA NUNCA???? JA ESTA MUITO CHATO e eu nao posso parar de ler pq ja gastei muito tempo e dinheiro....Que chatice!!!! Pelo mor de Deus, da um tom de romance entre Henrique e Tatiane. Que por sinal, ela está muito irritante isso sim......
A narrativa não muda então pulo alguns capítulos. Não sei se o autores quer que ela fica com o Leandro ou o Henrique ou se ela quer ficar sozinha, pq ela não parece ter sentimento por ninguém....
Eu decidi que, assim que abarem essas moedas que comprei, vou parar de ler esse romance, chato pra c@r@1ho...
A autora poderia mudar um pouco essa narrativa. Tatiane sempre fria e com poucas palavras. Henrique não consegue falar de sentimentos e enquanto isso a história da voltas e mais voltas e não sair do lugar......
Está na hora do Henrique se declarar né? Pelo amor de Dus que enrola. Eu nunca me casaria somente pela filha. Tem que ter sentimentos. Espero que no próximo capítulo Henrique se declare e deixe Tati abalada. Aí sim tudo pode mudar. Ela grávida e ele se declarando temos 2 pontos....
4 capítulos inteiros pra uma briga de garagem no prédio sem sentido entre Henrique e Leandro. O Autor está enchendo linguiça só pode !!!!!!...
Que capítulos são esses? Sem nada a acrescentar...estou quase desistindo desse livro....
Quando esse livro vai acabar pelo amor de Deussss, ta ficando entediante 🙄...