Depois do almoço, Leandro percebeu que Henrique e Marcelo tinham algo a tratar em particular. Despediu-se e saiu com os outros dirigentes.
Marcelo e Henrique seguiram caminhando lado a lado. Andaram um trecho em silêncio até que Marcelo perguntou, num tom casual, como quem puxava conversa sem pressa:
— Já pensou no nome da criança?
— Vou decidir quando souber a data exata do nascimento. — Henrique respondeu com tranquilidade.
Marcelo assentiu de leve antes de dizer:
— Independentemente do que você esteja fazendo agora, a criança é inocente. E você já é alguém com responsabilidade social. Espero que também saiba assumir a responsabilidade dentro da família.
No fundo, ele ainda desejava que Henrique reconhecesse o erro e voltasse atrás.
— Quando casamento e sentimentos não se resolvem direito, as consequências acabam nos acompanhando por uma vida inteira. Você ainda é jovem, tem a carreira consolidada… Há alguém de quem você gosta. Juventude, impulso, essa ideia de que dá pra resolver tudo sozinho. Eu sei que isso não é fácil de ouvir. — Marcelo fez uma breve pausa. — Falo como alguém que já passou por isso. O amor pode desaparecer de um dia para o outro. O que fica é seguir lado a lado, sustentar a vida em conjunto. Enfim, a forma como você escolhe viver é algo que nem eu posso controlar. Só espero que esteja preparado para assumir todas as consequências no futuro.
Henrique ouviu tudo com atenção.
A expressão em seu rosto permaneceu neutra, indecifrável.
— Entendo o que o senhor quer dizer.
Marcelo lançou-lhe um olhar rápido. Não se preocupou em saber se ele realmente tinha entendido ou apenas dizia aquilo por educação. Não acrescentou mais nada.
Os dois caminharam mais um pouco.
Marcelo então se preparou para ir embora.
Diego trouxe o carro até a entrada.
Henrique acompanhou Marcelo até o veículo. Só depois de vê-lo se afastar é que se virou e partiu.
Depois do almoço, Tatiane desceu para dar uma volta.
As folhas douradas dos ginkgos já estavam completamente secas. Restavam apenas algumas poucas presas aos galhos, balançando ao vento, prestes a cair.
Por acaso, ela encontrou Leandro voltando sozinho do refeitório.
Ao vê-lo sem companhia, perguntou:
— Professor, e o Sr. Marcelo?
— Ele teve um compromisso e foi embora mais cedo. — Respondeu Leandro.
— Ah… — Murmurou Tatiane, sem dar muita importância.
Leandro passou a acompanhá-la numa caminhada tranquila.
Tatiane já não conseguia andar por muito tempo sem precisar parar para descansar. À frente, havia um balanço. Ela se aproximou e sentou-se, deixando o corpo embalar devagar, num ritmo preguiçoso.
Nesse momento, um Bentley passou lentamente pela alameda de plátanos ao lado deles, seguindo em direção ao portão da universidade.
Dentro do carro, o homem falava ao telefone. Seu olhar pousou, por um breve instante, nas duas figuras não muito distantes. A expressão permaneceu impassível enquanto ele desviava os olhos, como se nada tivesse visto.
À tarde, Leandro deixou a universidade.
Por volta das três, Tatiane foi ao estúdio de ioga. Apesar da barriga já bastante evidente, ainda conseguia fazer exercícios leves, adequados à fase em que se encontrava.
Mônica havia chegado cedo e a aguardava lá.
À noite, ao voltar para a mansão, Henrique não estava em casa.
Nos últimos dias, ele vinha chegando todas as noites, então Tatiane não pensou muito a respeito.
De volta ao quarto, quando se preparava para descansar, ouviu uma batida na porta.
Mônica foi abrir.
Do lado de fora estava Aline.
— O Sr. Henrique está chamando por ela. — Disse, em tom seco.
Em seguida, Aline se virou e foi embora, sem esperar resposta.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
A história ta chata,Henrique um imbecil, canalha desde o início, Tatiane sem nenhuma atitude de verdade....
Eu pulei do capítulo 1122 para o capítulo 1146 e, ACREDITEM....., não senti nenhuma diferença....
Entre os parágrafos: OS DOIS SE VIRARAM...e ANDRÉ DEMONSTROU SURPRESA.; tem mais 5 parágrafos sim bastante coisa. Aqui a gente paga e não recebe toda a história. Acompanho no app GOOD NOVEL e vejo que falta muito texto aqui....
Esse livro era otimo ate o capitulo 700 mas agora esta simplesmente um porre.... sem falar q atualiza a prestação. Ja gastei tanto tempo e dinheiro, so por isso continuo... se naoz queria nem ler essa porcaria mais....
Um capítulo por dia!!!! Não é possível, a história já está se arrastando faz tempo, nenhuma tomada de decisão e agora um capítulo por dia! Acho que a autora quer que os leitores abandonem o livro....
Agora vai um capítulo por dia? Então muda lá na capa onde diz "7 capítulos por dia"....
Tá tedioso! Estou pulando capítulos. Devia encerrar logo....
Alguem aqui que possa fazer a autora desse livro entender que ja esta INSUPORTÁVEL a leitura??? E que acredito q ninguem aguenta mais tanta chatuce q nao chega a lugar NENHUM???? Henrique um executivo imponente ate lguns capitulos atras, agora parece um adolescente de 15 anos atras dessa CHATA da Tatiane?????...
Esse livro NAO ACABA NUNCA???? JA ESTA MUITO CHATO e eu nao posso parar de ler pq ja gastei muito tempo e dinheiro....Que chatice!!!! Pelo mor de Deus, da um tom de romance entre Henrique e Tatiane. Que por sinal, ela está muito irritante isso sim......
A narrativa não muda então pulo alguns capítulos. Não sei se o autores quer que ela fica com o Leandro ou o Henrique ou se ela quer ficar sozinha, pq ela não parece ter sentimento por ninguém....