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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 706

Henrique segurou a mão de Bia.

— Bia, dê a mão para a mamãe. Vamos embora.

A menina assentiu e estendeu a mão para Tatiane.

— Vamos, mamãe.

Tatiane olhou para a filha.

Bia realmente puxara ao pai, sobretudo no temperamento.

Talvez fosse melhor assim. Henrique podia lhe proporcionar tudo, e ela teria um futuro tranquilo, sem precisar passar pelas mesmas dificuldades que Tatiane enfrentara.

Wesley acompanhou os três com os olhos até que desaparecessem. Quando se voltou para Karine, percebeu que ela ainda não conseguira disfarçar o ciúme e a amargura.

— Agora entendo por que você nunca conseguiu fazer parte da família Barbosa.

Karine reprimiu o que estava sentindo, aproximou-se e entrelaçou o braço ao dele.

— A esta altura, isso já não importa para mim.

— Tem certeza? Você olha para Henrique e não sente mais nada?

Os dedos de Karine se contraíram. Ela encarou Wesley com uma das sobrancelhas arqueadas.

— Por acaso você se acha inferior a ele?

Karine ergueu a mão devagar e percorreu o rosto dele com a ponta dos dedos.

— Ou está perguntando porque ficou com ciúme?

Wesley segurou a mão dela e esboçou um sorriso frio.

— Pensando bem, acho que fiquei um pouco enciumado.

Karine permaneceu em silêncio.

Henrique e Tatiane entraram na joalheria com Bia.

Bastou a vendedora ver os três para perceber que não eram clientes comuns. Henrique tinha uma presença imponente e uma elegância impossível de ignorar. O relógio de milhões no pulso e a presilha cravejada de pedras preciosas nos cabelos da menina apenas confirmavam a impressão. Mesmo sem aqueles detalhes, estava claro que pertenciam a um universo muito distante daquele frequentado pela maioria.

— Senhor, senhora, em que posso ajudá-los?

Bia se encantou por um dos modelos. Embora estivesse sentada ao lado da mãe, inclinou-se na direção do pai e cochichou:

— Papai, pergunte para a mamãe se ela achou este bonito.

Bia falara bem baixinho, mas Tatiane estava sentada ao lado dela. Era impossível não ouvir o que dizia.

Henrique acariciou os cabelos da filha com carinho. Depois, pegou o anel que ela segurava, examinou-o por um instante e mostrou-o a Tatiane.

— Gostou deste?

Sua voz continuava suave.

Tatiane lançou-lhe um breve olhar e pegou o anel de sua mão com naturalidade.

— É bonito.

Era o modelo feminino, de linhas simples e sem excessos, mas com um design elegante e sofisticado.

Antes que Bia pudesse dizer alguma coisa, Henrique tornou a pegar o anel.

— Então experimente.

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