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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 719

Talvez Evelynn não pudesse satisfazê-lo. Nesse caso, Orlissa estava disposta a ocupar o lugar dela.

Henrique a encarou.

— Saia.

Orlissa ficou imóvel.

Desde que entrara no escritório, já havia percebido que havia alguma coisa errada com ele. Diante daquela ordem, não ousou insistir. Virou-se e saiu em silêncio.

Na manhã seguinte, a febre de Tatiane havia diminuído, embora sua temperatura ainda estivesse um pouco acima do normal. Como não se recuperara completamente, precisaria continuar tomando os remédios por mais dois dias.

Tatiane pediu que entregassem um presente à família Viana.

Quanto à parceria com a Cenzia, sabia que Henrique jamais concordaria. Por isso, nem tentou conversar com ele. Henrique, por sua vez, passou o dia inteiro trancado no escritório, deixando claro que também não pretendia falar com ela.

O dia estava agradável.

As flores do jardim começavam a desabrochar, perfumando todo o quintal.

Tatiane acompanhava Bia, que soltava pipa no gramado.

No escritório, Henrique observava mãe e filha através da ampla janela.

Tatiane conseguiu fazer a pipa subir. Iluminado pelo sol, seu sorriso parecia ainda mais radiante.

Ao lado, Bia batia palmas, e sua risada alegre ecoava pelo jardim.

Henrique contemplou a cena em silêncio, sem desviar os olhos de Tatiane. Era impossível saber o que se passava em sua cabeça.

Por acaso, ela se virou e avistou sua silhueta diante da janela do segundo andar. O sorriso ainda permanecia em seus lábios, mas a distância não permitia distinguir o rosto dele.

Tatiane olhou apenas uma vez antes de voltar a atenção para Bia.

Henrique também se afastou da janela e tornou a se sentar atrás da escrivaninha.

Ficou em silêncio por algum tempo. Chegou a tirar um cigarro, mas desistiu de acendê-lo e tornou a guardá-lo.

Então pegou o celular sobre a mesa e fez uma ligação.

Convencido de que tinha uma vantagem nas mãos, Wesley riu.

— Não vou negar que essa era a minha intenção. Mas sei muito bem que estou no seu território. Como poderia me atrever a fazer alguma coisa? Só quis mostrar as fotografias. Afinal, marido e mulher deveriam se conhecer melhor.

Os dedos de Henrique apertaram o celular.

— Wesley, não teste a minha paciência.

— Claro que não. Estou apenas tentando ter uma conversa civilizada sobre negócios. Até porque não fiz nada ontem, fiz?

Henrique encerrou a ligação sem responder.

Colocou o celular sobre a mesa, mas a irritação só aumentou.

Ao meio-dia, Tatiane e Bia estavam sentadas à mesa da sala de jantar. Orlissa e as funcionárias acabavam de servir o almoço.

Bia balançava as perninhas debaixo da cadeira.

— Por que o papai ainda não desceu?

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