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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 732

Depois do jantar, a cólica de Tatiane piorou. Por mais que tentasse aparentar que estava bem, a palidez de seu rosto entregava o quanto estava sofrendo.

Roberto assumiu o volante do carro dela para levá-la para casa.

— Tati, não seria melhor irmos ao hospital?

— Não precisa. Só quero me deitar e descansar um pouco.

Sem saber o que fazer para aliviar a dor dela, Roberto acelerou.

Quando chegaram à casa da família Oliveira, ele ajudou Tatiane a sair do carro e a acompanhou até a sala.

Assim que os viu, Mônica percebeu o que estava acontecendo e correu para amparar a filha.

— Sua menstruação adiantou desta vez?

— Um pouco.

Mônica então se voltou para Roberto e comentou com carinho:

— Faz tanto tempo que não vejo você, Beto. Está muito magro.

Ele sorriu.

— É de tanta saudade da comida da tia Mônica.

— Está bem, vou cuidar para que recupere todo esse peso. O que quer comer amanhã no café da manhã?

— Qualquer coisa que a senhora fizer estará ótima. Mas agora é melhor ajudar a Tati a subir e descansar.

— Claro.

Mônica acompanhou a filha até o quarto.

Depois que Tatiane vestiu o pijama, a mãe preparou um escalda-pés com água morna e ervas, colocou uma bolsa térmica sobre seu ventre e lhe serviu um chá de maçã com gengibre, adoçado com açúcar mascavo.

Deitada na cama, Tatiane tomou o chá devagar e logo começou a se sentir melhor.

Mônica permaneceu ao lado dela, conversando por algum tempo.

— Anteontem, enquanto arrumava seu quarto, encontrei aquele anel de esmeralda com diamantes. Foi Henrique quem deu a você?

— Se pode dar um presente desses, deve ter se casado com alguém muito rico. Quando estava passando por dificuldades, nunca procurou seu pai. Agora resolveu entrar em contato... Será que descobriu que você se casou com Henrique e decidiu que quer a filha de volta?

Mônica não escondeu o sarcasmo.

Tatiane sabia que ela só estava indignada em seu nome. Quando criança, depois que a mãe partira levando seu irmão, sentira apenas saudade. Com o passar dos anos, porém, compreendera que havia sido abandonada, e a constatação deixara um ressentimento profundo.

Mais tarde, ao encontrar um lar harmonioso, conseguira finalmente fazer as pazes com o passado. Já não nutria sentimento algum pela mãe biológica.

Sempre acreditara que nunca mais teriam contato.

Mesmo depois de receber o presente, não sentira nenhuma alegria. No fundo, as suspeitas de Mônica faziam sentido.

Tatiane deixou a caneca de lado e abraçou a mãe.

— Não importa o que aconteça, nós somos uma família. Para mim, só existe uma mãe.

Mônica retribuiu o abraço, com o coração apertado por tudo o que a filha já havia sofrido.

Não disse mais nada. Temia perder o controle e acabar revelando toda a revolta que tentava esconder.

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