Tatiane pegou o controle remoto e desligou a televisão de uma vez.
Henrique virou o rosto para a mulher ao seu lado. Seu olhar passou pelo lóbulo da orelha dela, já levemente vermelho, e um sorriso discreto tocou seus lábios.
— O que foi?
— Vou dormir. — Respondeu Tatiane.
Assim que ela se levantou, Henrique estendeu a mão, envolveu sua cintura e a puxou para seu colo.
O corpo de Tatiane ficou rígido. Ela o encarou, imóvel.
Henrique ergueu a mão devagar e acariciou o rosto dela. O olhar baixo, escuro, tinha uma intensidade difícil de sustentar.
— Quer tentar?
A voz dele saiu muito baixa, quase uma persuasão.
Tatiane entendeu, claro. Mesmo através do tecido das roupas, conseguia sentir com nitidez o calor do corpo dele e a reação masculina que já não dava para ignorar.
Ela apoiou as duas mãos nos ombros de Henrique e tentou se levantar, resistindo.
— Eu não... Hum.
Mal conseguiu abrir a boca.
A mão grande dele segurou sua nuca, e Henrique tomou seus lábios, impedindo que ela continuasse.
O beijo não veio bruto, nem agressivo. Ao contrário, era leve demais, paciente demais, como se ele testasse seus limites pouco a pouco, sem pressa.
Uma das mãos dele deslizou pelo corpo dela, provocando-a com toques contidos, tentando despertar algo que permanecia escondido em algum lugar profundo.
Ele a conduzia aos poucos.
— Não lute contra o que o seu corpo sente de verdade. Tente aceitar. Sinta devagar. Não tenha medo. Eu não vou machucar você.
A voz dele parecia ter algum poder sobre ela. Baixa, rouca, carregada de desejo, fazia a consciência de Tatiane se desfazer aos poucos. Os movimentos dele eram cuidadosos, quase suaves demais, como se quisesse dissolver cada traço de resistência.
Tatiane sentia que o próprio corpo começava a escapar do seu controle.
— Não... Ah!
As roupas dela estavam desalinhadas, e a pele, tomada por um rubor delicado, parecia ainda mais tentadora.
As respirações se misturavam.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
A história é demasiadamente repetitiva. Mesmas falas, mesmo enredo. Parece açougueiro enchendo linguiça...
Até que fim o Henrique está tendo atitude de marido...
Gente, sou favorável que Henrique e Tati fiquem juntos, mas para isso ele precisa assumir verbalmente para ela que arrepende de tudo que fez, afinal ele também foi vítima desse casamento "arrajado", assumir os erros, pedir perdão declarar que a ama é o mínimo....
Falta o capítulo 763...
Kd o capítulo 763...
Está faltando o capítulo 763...
Desisto , 700 capítulos e a história nao muda... repetitiva, redundante, cansativa......
Mais de 600 capítulos e a personagem ainda remoendo dor, parece que é sadomasoquista, nem sinal afeto ou mesmo respeito entre os protagonistas. Acho que vou tentar outras leituras....
Estava gostando muito da história, mas agora perdeu o encanto. A Tati deveria se divorciar do Henrique. E ficar com o Leandro. O título do Livro não tem nada a ver com a história. Acho que nem vou ler o restante....
"O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores", e é por isso que vocês entregam apenas 3/4 do texto original quando começamos a pagar com as moedas? Porque sempre faltam falas e a gente acaba ficando sem entender algumas coisas. Corrijam isso....