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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 789

Roberto explicou, em tom leve:

— Na verdade, já está quase tudo resolvido. Foi só um problema em um projeto antigo. Ainda não consegui me recuperar direito desses últimos dias, só isso. Quando voltar, preciso descansar de verdade.

Tatiane o observou, ainda desconfiada.

Mônica então disse:

— O Beto sabe cuidar das próprias coisas. Não precisa se preocupar tanto.

Tatiane assentiu e olhou para Roberto.

— Se já está resolvido, então aproveita para relaxar um pouco.

— Eu sei.

Quando chegaram a Nova Aurora, já era uma da tarde.

Tatiane voltou para casa e dormiu um pouco.

Ao acordar, viu uma chamada perdida no celular. Era de Henrique.

Ela ligou de volta. A chamada foi atendida depressa.

— Acabei de acordar, por isso não atendi.

A voz de Tatiane ainda saía um pouco anasalada de sono.

— Não foi nada demais. Venha ao meu escritório. Vou mandar o motorista buscar você. — Respondeu Henrique.

Tatiane se surpreendeu por um instante, mas não perguntou mais nada.

— Está bem.

Ela também queria ver Bia.

— Ok.

Depois de desligar, Tatiane olhou a hora no celular.

Quatro da tarde.

Afastou a coberta, foi se lavar e se arrumar. No closet, escolheu um vestido longo azul-lago, com mangas amplas em sino. Antes, aquela peça vestia perfeitamente. Agora, ao colocá-la, percebeu que a cintura estava visivelmente mais folgada.

Preciso mesmo comer mais. Não quero ficar magra demais.

Ela prendeu o cabelo em um coque alto e simples.

Depois de se arrumar, desceu.

Mônica acabava de sair da cozinha com alguns lanches. Ao vê-la, disse:

— Tati, acordou. Vem comer alguma coisa.

Tatiane se aproximou, pegou um docinho e levou à boca. Estava muito bom.

Então contou a Mônica que iria encontrar Henrique e que queria aproveitar para passar um tempo com Bia.

Mônica não tinha motivo para impedi-la. Apenas entregou a ela os remédios que deveria tomar nos próximos dois dias.

— Lembre-se de tomar no horário certo. Nada de jogar fora escondido só porque ninguém está olhando.

Tatiane apertou os lábios num sorriso.

Tatiane parou.

— Você quer comer alguma coisa?

O olhar de Henrique passou pela sacola que ela carregava.

— O que tem aí?

Tatiane tirou da sacola uma caixa com bolo de chocolate e mirtilos e a colocou diante dele. A aparência não era tão refinada quanto a dos bolos vendidos fora, mas o sabor, disso ela tinha certeza, era puro e bem-feito.

Henrique baixou os olhos para o bolo diante de si. Depois ergueu o olhar para ela.

— Foi você que fez?

— De qualquer forma, eu queria agradecer. — Respondeu Tatiane.

Os olhos escuros de Henrique se fixaram no rosto dela, como se tentassem atravessar aquele silêncio e alcançar tudo o que ela não dizia.

Tatiane sustentou o olhar dele sem desviar.

Ele baixou os olhos devagar, voltou a encarar o bolo e, de repente, soltou uma risada baixa.

— Você está me agradecendo com um bolo?

Tatiane apertou os lábios e ficou em silêncio.

O homem perguntou de novo:

— Só tem esse aí?

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