Quando Bianca a repreendeu, Lorena não disse uma palavra.
Ainda assim, talvez por causa do bebê prestes a nascer, Lorena acabou preparando um presente e pediu que Tatiane o levasse de volta.
Mônica pegou a sacola, mas claramente sem entusiasmo. Não demonstrou nenhuma vontade de abrir. O canto dos lábios se curvou em um sorriso autodepreciativo.
— Uma família pequena como a nossa… Nem sei por que a dona Lorena se daria a esse trabalho.
Ela deixou a sacola sobre a mesa de centro e ajudou Tatiane a ir tomar banho.
Depois que Tatiane se arrumou e saiu do banheiro, as duas se sentaram no sofá, conversando em voz baixa.
De repente, Mônica perguntou:
— Tati… Você já pensou em ir embora levando o bebê?
Do jeito frio e impiedoso como Henrique vinha se mostrando, deixar a criança com ele realmente não parecia algo tranquilizador.
Tatiane passou a mão pela barriga, em um gesto inconsciente, e respondeu com um suspiro cansado:
— Já pensei, claro que já. Talvez o Henrique nem se importasse… Mas a família Barbosa se importa. E muito. Eu não tenho como levar essa criança embora.
Além disso, no estado em que estava, não podia ir a lugar nenhum.
Mônica soltou uma risada curta, carregada de ironia.
— Se se importam tanto assim… Como conseguem deixar o Henrique te tratar desse jeito?
No fundo, ela já sabia a resposta.
A família deles simplesmente não tinha condições de assumir essa criança.
Tatiane tentou acalmar Mônica:
— De qualquer forma… Ela é a única menina da família Barbosa. Eu acredito que eles vão cuidar bem dela.
Mônica estendeu a mão e tocou de leve a barriga de Tatiane. Depois, suspirou fundo.
— Tomara… Mesmo.
No dia seguinte, Henrique levou Tatiane ao hospital para fazer os exames. Mônica foi junto.
Foram a um hospital particular de alto padrão, pertencente ao Grupo Barbosa.
A equipe médica já havia sido avisada com antecedência. Naquela manhã, das nove às onze, a obstetrícia não atenderia nenhum outro paciente. Todo o setor estaria dedicado exclusivamente a Tatiane.
A estrutura e o cuidado impressionaram Mônica.
Ela não pôde deixar de pensar: "É mesmo a família Barbosa".
Henrique permaneceu na sala de espera.
Era a primeira vez que ele acompanhava Tatiane em uma consulta médica desde o início da gravidez. Houve um tempo em que ela desejou tanto que ele assumisse, ainda que minimamente, o papel de marido, nem que fosse separar uma ou duas horas, como agora.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
30 capítulo e não aconteceu nada de interessante, esse cara é ridículo, a história tá perdendo enredo, era pra tá prendendo a gente , mas já tá um saco, li até aqui e não vi sentido algum. Me desculpa só sendo sincera…...