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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 792

Junto com o remédio, veio também o hálito quente de Henrique, invadindo sua boca.

Tatiane franziu a testa com força e tentou resistir, querendo cuspir aquilo fora. Mas seus lábios estavam presos aos dele. O amargor, intenso a ponto de parecer subir direto à cabeça, acabou descendo por sua garganta.

Ela empurrou o peito de Henrique com força. Já estava quase sem ar.

Só então Henrique a soltou devagar.

Tatiane virou-se às pressas, abriu a torneira e enxaguou a boca. Seu peito subia e descia enquanto ela respirava fundo. Depois, abriu uma bala e a colocou na boca.

Quando finalmente se acalmou, virou o rosto e olhou para o homem ao lado.

Henrique, por sua vez, pegou um lenço de papel com toda a calma e limpou o canto dos lábios. Jogou o papel no lixo e disse:

— Me dá uma.

Tatiane lhe entregou uma bala.

Henrique pegou, desembrulhou e colocou na boca.

— Mesmo sendo amargo, tem que tomar tudo direitinho. Você não é mais criança para ter medo de gosto ruim.

Tatiane lançou um olhar para ele, mas não respondeu. Apenas passou por Henrique e saiu do banheiro.

Henrique a acompanhou para fora.

Por volta das oito e meia, Henrique terminou de resolver os assuntos de trabalho. Ao erguer os olhos, viu Tatiane deitada de lado no sofá, descansando em silêncio, com os olhos fechados.

Ela realmente havia emagrecido bastante. O corpo parecia ainda mais delicado, e as pernas finas e claras estavam expostas sob o tecido do vestido.

Henrique se levantou e se aproximou sem fazer barulho. Então se agachou devagar diante dela, apoiando um joelho no chão.

Seu olhar pousou, quieto, naquele rosto bonito e adormecido. Sem maquiagem, Tatiane tinha uma palidez fria. Sob a luz clara do escritório, sua pele parecia coberta por uma camada suave de brilho.

Ela respirava de leve. O peito subia e descia quase imperceptivelmente.

Ao menos dormia tranquila.

Henrique ergueu a mão. Seus dedos longos roçaram de leve o rosto dela, tocando sua pele com cuidado.

Os cílios de Tatiane estremeceram.

Ela abriu os olhos devagar. A visão foi ficando nítida aos poucos, até reconhecer o homem diante de si. Quando seus olhares se encontraram, ainda havia nos olhos dela aquela névoa confusa de quem acabara de acordar.

Henrique recolheu a mão.

— Acordou.

Tatiane voltou a si e se apoiou no braço do sofá para se sentar.

Henrique se levantou.

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