Junto com o remédio, veio também o hálito quente de Henrique, invadindo sua boca.
Tatiane franziu a testa com força e tentou resistir, querendo cuspir aquilo fora. Mas seus lábios estavam presos aos dele. O amargor, intenso a ponto de parecer subir direto à cabeça, acabou descendo por sua garganta.
Ela empurrou o peito de Henrique com força. Já estava quase sem ar.
Só então Henrique a soltou devagar.
Tatiane virou-se às pressas, abriu a torneira e enxaguou a boca. Seu peito subia e descia enquanto ela respirava fundo. Depois, abriu uma bala e a colocou na boca.
Quando finalmente se acalmou, virou o rosto e olhou para o homem ao lado.
Henrique, por sua vez, pegou um lenço de papel com toda a calma e limpou o canto dos lábios. Jogou o papel no lixo e disse:
— Me dá uma.
Tatiane lhe entregou uma bala.
Henrique pegou, desembrulhou e colocou na boca.
— Mesmo sendo amargo, tem que tomar tudo direitinho. Você não é mais criança para ter medo de gosto ruim.
Tatiane lançou um olhar para ele, mas não respondeu. Apenas passou por Henrique e saiu do banheiro.
Henrique a acompanhou para fora.
Por volta das oito e meia, Henrique terminou de resolver os assuntos de trabalho. Ao erguer os olhos, viu Tatiane deitada de lado no sofá, descansando em silêncio, com os olhos fechados.
Ela realmente havia emagrecido bastante. O corpo parecia ainda mais delicado, e as pernas finas e claras estavam expostas sob o tecido do vestido.
Henrique se levantou e se aproximou sem fazer barulho. Então se agachou devagar diante dela, apoiando um joelho no chão.
Seu olhar pousou, quieto, naquele rosto bonito e adormecido. Sem maquiagem, Tatiane tinha uma palidez fria. Sob a luz clara do escritório, sua pele parecia coberta por uma camada suave de brilho.
Ela respirava de leve. O peito subia e descia quase imperceptivelmente.
Ao menos dormia tranquila.
Henrique ergueu a mão. Seus dedos longos roçaram de leve o rosto dela, tocando sua pele com cuidado.
Os cílios de Tatiane estremeceram.
Ela abriu os olhos devagar. A visão foi ficando nítida aos poucos, até reconhecer o homem diante de si. Quando seus olhares se encontraram, ainda havia nos olhos dela aquela névoa confusa de quem acabara de acordar.
Henrique recolheu a mão.
— Acordou.
Tatiane voltou a si e se apoiou no braço do sofá para se sentar.
Henrique se levantou.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
A história é demasiadamente repetitiva. Mesmas falas, mesmo enredo. Parece açougueiro enchendo linguiça...
Até que fim o Henrique está tendo atitude de marido...
Gente, sou favorável que Henrique e Tati fiquem juntos, mas para isso ele precisa assumir verbalmente para ela que arrepende de tudo que fez, afinal ele também foi vítima desse casamento "arrajado", assumir os erros, pedir perdão declarar que a ama é o mínimo....
Falta o capítulo 763...
Kd o capítulo 763...
Está faltando o capítulo 763...
Desisto , 700 capítulos e a história nao muda... repetitiva, redundante, cansativa......
Mais de 600 capítulos e a personagem ainda remoendo dor, parece que é sadomasoquista, nem sinal afeto ou mesmo respeito entre os protagonistas. Acho que vou tentar outras leituras....
Estava gostando muito da história, mas agora perdeu o encanto. A Tati deveria se divorciar do Henrique. E ficar com o Leandro. O título do Livro não tem nada a ver com a história. Acho que nem vou ler o restante....
"O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores", e é por isso que vocês entregam apenas 3/4 do texto original quando começamos a pagar com as moedas? Porque sempre faltam falas e a gente acaba ficando sem entender algumas coisas. Corrijam isso....