Por volta das 11h30, Henrique acabava de retornar ao escritório quando a secretária se aproximou.
— Sr. Henrique, há um senhor na recepção que se identificou como irmão da Sra. Tatiane. Ele pediu para falar com o senhor.
Henrique interrompeu o passo por um instante.
— Pode mandar subir.
— Sim, senhor.
Pouco depois, Cristiano entrou no escritório.
Era a primeira vez que os dois se encontravam de forma oficial.
Henrique segurava um copo de água e caminhava do bebedouro em direção à mesa quando olhou para o homem à sua frente.
— Sente-se.
— Não é necessário. — Respondeu Cristiano, mantendo uma distância clara. — Eu só vim dizer algumas coisas.
Henrique lançou-lhe um olhar breve. Em seguida, acomodou-se na cadeira, apoiou o copo sobre a mesa e perguntou, com calma:
— Diga.
Cristiano deu alguns passos à frente.
— O senhor certamente já viu as notícias que circularam na internet ontem à noite. — A voz dele era controlada, mas carregava tensão. — As pessoas que promoveram o ataque virtual contra a minha irmã… O senhor já pensou em como vai lidar com isso?
Os dedos de Henrique pousaram sobre a superfície da mesa.
O indicador começou a bater lentamente, para cima e para baixo.
Ele ergueu o olhar para Cristiano e devolveu a pergunta, num tom impossível de decifrar:
— E você? Como acha que isso deveria ser tratado?
Cristiano soltou um sorriso curto, carregado de ironia.
— Então parece que o Sr. Henrique nem sequer considerou essa questão.
Henrique permaneceu em silêncio.
O som seco do dedo batendo na mesa continuou ecoando no ambiente amplo e elegante, marcando, com precisão fria, a distância entre os dois homens.
— As pessoas que instigaram o ataque virtual contra a minha irmã. — Disse Cristiano, com a voz firme. — Eu já consegui identificar três delas.
Enquanto falava, tirou uma foto do bolso interno do casaco e a colocou sobre a mesa, empurrando-a na direção de Henrique.
— O Sr. Henrique reconhece alguém aqui?
Henrique pegou a fotografia.
Era uma foto em grupo.
Karine estava sentada numa banqueta, sorrindo para a câmera. Ao redor dela, três garotas a cercavam, numa postura quase protetora, ou melhor, reverente, como se ela fosse o centro absoluto da cena. Todas sorriam radiantes.
Henrique observou a imagem por alguns segundos. Depois, devolveu-a à mesa e ergueu o olhar para Cristiano.
— O que você pretende fazer é uma escolha sua. — Disse, num tom calmo demais. — Mas deixo um conselho. Só faça aquilo que esteja à altura da sua capacidade.
Cristiano soltou um riso curto, sem humor algum.
— Minha irmã sofreu ataques completamente injustificados. — Respondeu. — O Sr. Henrique pode se dar ao luxo de ficar acima disso, fingindo que não é da sua conta. Eu, como irmão, não posso.
— Cris, o que o meu primo disse?
Assim que a crise estourou na internet, Roberto tinha procurado Cristiano imediatamente.
A pedido dele, a equipe da empresa iniciara a investigação. Embora as envolvidas tivessem apagado as contas logo após o ocorrido, ainda assim foi possível rastrear suas identidades reais. Todas vinham de famílias com certo peso e influência.
No hospital, Roberto e Cristiano haviam conversado longamente sobre como lidar com a situação.
No fim, Cristiano decidira vir pessoalmente falar com Henrique.
A reação dele não o surpreendera em nada.
— Sobre a Tati, ele não vai se envolver. — Disse Cristiano, direto.
Do outro lado da linha, houve alguns segundos de silêncio.
Era evidente que Roberto tentava conter a própria irritação.
— Então. — A voz saiu mais baixa. — O que você pretende fazer agora, Cris?
— Seguir pelos meios legais.
— Certo. — Respondeu Roberto, sem hesitar. — No que precisar, é só me falar. Estou com você.
— Obrigado. — Cristiano fez uma pausa. — E a Tati? Como ela está agora?
— O médico acabou de examiná-la. — Disse Roberto. — Já está com oito centímetros de dilatação.
— Entendi.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
A história é demasiadamente repetitiva. Mesmas falas, mesmo enredo. Parece açougueiro enchendo linguiça...
Até que fim o Henrique está tendo atitude de marido...
Gente, sou favorável que Henrique e Tati fiquem juntos, mas para isso ele precisa assumir verbalmente para ela que arrepende de tudo que fez, afinal ele também foi vítima desse casamento "arrajado", assumir os erros, pedir perdão declarar que a ama é o mínimo....
Falta o capítulo 763...
Kd o capítulo 763...
Está faltando o capítulo 763...
Desisto , 700 capítulos e a história nao muda... repetitiva, redundante, cansativa......
Mais de 600 capítulos e a personagem ainda remoendo dor, parece que é sadomasoquista, nem sinal afeto ou mesmo respeito entre os protagonistas. Acho que vou tentar outras leituras....
Estava gostando muito da história, mas agora perdeu o encanto. A Tati deveria se divorciar do Henrique. E ficar com o Leandro. O título do Livro não tem nada a ver com a história. Acho que nem vou ler o restante....
"O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores", e é por isso que vocês entregam apenas 3/4 do texto original quando começamos a pagar com as moedas? Porque sempre faltam falas e a gente acaba ficando sem entender algumas coisas. Corrijam isso....