Assim que pegou os ovos, a mão de Tatiane começou a tremer. Um deles escapou de seus dedos e se espatifou no chão, respingando clara e gema nos chinelos.
Ela encarou a sujeira por alguns segundos e soltou o ar devagar. Pegou algumas folhas de papel-toalha, limpou tudo e decidiu recomeçar. Dessa vez, levou um prato até a geladeira e colocou os ovos sobre ele.
Mesmo assim, na hora de quebrá-los, não conseguiu controlar direito a força das mãos.
Ao cortar o tomate, percebeu que também não conseguia manter firme a mão que segurava a faca. Só lhe restou avançar com cuidado, cortando-o pouco a pouco.
Depois de terminar, picou a cebolinha, acendeu o fogão e colocou uma frigideira para aquecer com um fio de óleo.
Para despejá-lo, precisou sustentar um dos braços com a outra mão e inclinar a garrafa bem devagar.
Quando o óleo esquentou, acrescentou os ovos batidos e mexeu até começarem a firmar. Em seguida, juntou o tomate picado, temperou com sal e um pouco de pimenta-do-reino e deixou tudo cozinhar em fogo baixo.
Em outra panela, colocou água para ferver e preparar o macarrão.
Quando finalmente terminou, Tatiane soltou um longo suspiro.
Fazia muito tempo que não cozinhava. Mesmo uma refeição simples, como macarrão com tomate e ovos mexidos, havia sido exaustiva.
Ela permaneceu em silêncio, apoiada na bancada, enquanto esperava.
Alguns minutos depois, desligou o fogo. Assim que o macarrão ficou pronto, escorreu a água e o colocou em um prato fundo. Por cima, acrescentou os ovos mexidos com tomate e finalizou com a cebolinha picada.
A refeição ainda soltava vapor.
Com medo de não conseguir segurar o prato e acabar derrubando tudo o que tanto lhe custara preparar, Tatiane nem tentou levá-lo até a mesa. Ficou ali mesmo, apoiada na bancada da cozinha.
Pegou o garfo, inclinou-se e levou a primeira porção à boca.
No mesmo instante, o cheiro forte de ovo tomou conta de seus sentidos.
Tatiane cobriu a boca e correu até a pia, cuspindo tudo. Logo depois, começou a ter ânsias, incapaz de conter os engasgos secos.
Abriu a torneira às pressas, bebeu água e enxaguou a boca várias vezes, tentando se livrar daquele gosto desagradável.
Quando finalmente conseguiu se acalmar, seu rosto estava completamente pálido.
Tatiane pousou a mão sobre o baixo-ventre e arregalou os olhos, sem conseguir acreditar na suspeita que acabara de surgir em sua mente.
Seu corpo inteiro enrijeceu.
Ela permaneceu imóvel por um longo tempo.
Só então voltou a si e se virou para sair da cozinha. De repente, porém, sentiu tudo girar ao seu redor.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
Quando esse livro vai acabar pelo amor de Deussss, ta ficando entediante 🙄...
O autor parece uma pessoa perdida na floresta: gira.....gira..... E volta sempre ao ponto de partida....
Horrível a gente pagar caro pra ler um livro e ficar faltando tantas falas, eu teria que ter bola de cristal para adivinhar né...
Kd os novos capítulos?...
Ia ser tão top se tivesse uma sena quente dela e de Leandro e ele finalmente se declarasse pra ela. To chapando muito!...
Não gosto dessa narrativa sem falas claras. Só deduções, o leitor tem que se esforçar para entender o que está acontecendo. Pelo amor de Deus autor melhore essa escrita. Um enredo com mais detalhes é muito mais interessante. Aposto que muito gente desiste de ler por conta desse texto enigmático sem emoções....
A história é demasiadamente repetitiva. Mesmas falas, mesmo enredo. Parece açougueiro enchendo linguiça...
Até que fim o Henrique está tendo atitude de marido...
Gente, sou favorável que Henrique e Tati fiquem juntos, mas para isso ele precisa assumir verbalmente para ela que arrepende de tudo que fez, afinal ele também foi vítima desse casamento "arrajado", assumir os erros, pedir perdão declarar que a ama é o mínimo....
Falta o capítulo 763...