Entrar Via

Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 962

Felipe baixou o celular e conferiu qual era o voo mais próximo de Santa Vitória para Nova Aurora.

Ao meio-dia, ainda não havia recebido nenhuma ligação de Henrique.

Tentou mais uma vez.

Dessa vez, ele atendeu.

— Já voltou para Nova Aurora?

— Já.

— Vamos almoçar juntos?

— A gente se fala à noite.

Felipe não insistiu.

— Tudo bem.

Uma hora depois, um Rolls-Royce entrou devagar na propriedade da família Barbosa.

Um dos seguranças se aproximou para abrir a porta.

Henrique saiu do carro e seguiu em direção à casa principal.

Havia algo pesado em sua presença, uma tensão que parecia acompanhá-lo a cada passo.

O mordomo veio recebê-lo e parou por um instante ao vê-lo.

Em todos aqueles anos, Henrique sempre lhe parecera frio, reservado e impecavelmente elegante. Jamais o tinha visto daquele jeito, abatido, exausto e muito distante da postura controlada que costumava manter.

— Sr. Henrique, ainda bem que voltou. Todos estão esperando pelo senhor na sala de jantar.

Henrique não respondeu.

Apenas continuou andando, em silêncio.

Naquele dia, praticamente toda a família Barbosa estava reunida.

A enorme mesa de jantar, com lugar para quinze pessoas, estava quase completamente ocupada.

Quando Henrique entrou, as conversas foram morrendo uma a uma.

Em poucos segundos, ninguém mais dizia nada.

Todos os olhares se voltaram para ele.

Antônio e Gustavo até pensaram em cumprimentá-lo, chamando-o de tio, mas bastou verem o semblante de Henrique para desistirem. Os dois ficaram quietos, visivelmente intimidados.

Sentada à cabeceira, Lorena acompanhou sua aproximação.

— Finalmente resolveu voltar.

Bianca se assustou ao ver o estado do filho.

Levantou-se depressa, foi até ele e tentou ajeitar as partes amarrotadas de sua camisa.

— Você não tem descansado direito? Olha só o seu estado... Nem se arrumou.

Henrique passou por ela sem responder e seguiu até a mesa.

Uma das funcionárias puxou a cadeira para que ele se sentasse e, em seguida, lhe entregou uma toalha quente para as mãos.

Henrique a pegou e se limpou em silêncio.

Bianca continuou observando o filho, cada vez mais preocupada. Ao mesmo tempo, uma sensação ruim começou a crescer dentro dela.

Aproximou-se e se sentou ao lado dele.

Wallace olhou para o filho, mas também ficou em silêncio.

O almoço seguiu até o fim sob aquele clima pesado.

Quando todos já haviam terminado, Lorena voltou a falar:

— Rick, seu avô também está preocupado com você. Vá se arrumar e passe na clínica para vê-lo. Não deixe que ele continue preocupado.

A saúde do Alexandre já não permitia que ele permanecesse em casa por longos períodos. Por isso, estava hospedado em uma clínica especializada, onde recebia acompanhamento médico vinte e quatro horas por dia.

Bianca também o apressou:

— Vai logo.

Henrique olhou para a mãe, mas não respondeu.

Subiu para se arrumar.

Pouco depois, apenas Lorena, Wallace e Bianca permaneceram na sala.

Quando Henrique desceu novamente, porém, não foi embora de imediato.

Sentou-se no sofá, recostou o corpo e manteve os olhos baixos, fechado em si mesmo.

Não disse uma única palavra.

Bianca observava o filho, sem saber como começar uma conversa.

Wallace, por outro lado, permanecia sério.

Depois de alguns instantes, foi ele quem rompeu o silêncio.

— Rick, se tem alguma coisa para dizer, diga.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora