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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 964

Depois de sair da clínica, Henrique voltou para o Residencial Aurora.

Fazia muito tempo que não colocava os pés em casa.

Assim que entrou na sala, foi recebido por um silêncio incômodo, pesado demais para um lugar que um dia lhe parecera tão familiar.

Uma das empregadas o viu e se apressou em recebê-lo.

— Senhor Henrique, o senhor voltou.

Henrique não respondeu.

Subiu direto para o quarto.

Ao abrir a porta, deixou o olhar percorrer o ambiente e imediatamente percebeu que alguma coisa estava diferente.

Foi até o closet e abriu o armário.

O espaço onde antes ficavam as roupas de Tatiane estava completamente vazio.

Henrique permaneceu parado diante dele por alguns segundos, sem qualquer reação aparente.

Depois, caminhou até a penteadeira.

Nas vitrines de vidro, as joias que comprara para Tatiane continuavam exatamente onde sempre estiveram, intactas, novas em folha, como se nunca tivessem sido usadas.

Ele as encarou em silêncio por um longo momento.

Então soltou uma risada baixa, amarga.

Voltou para o quarto, deitou-se na cama e fechou os olhos.

Às sete da noite, Henrique estacionou um Bugatti Veyron diante da entrada de um clube privado de alto padrão.

Saiu do carro, jogou a chave para o manobrista e entrou no prédio com uma das mãos no bolso.

— Rick.

Henrique parou e se virou.

André vinha em sua direção.

Ele havia ligado mais cedo naquele dia.

Quando se aproximou, examinou Henrique de cima a baixo e lhe deu um leve tapa no ombro.

— Você emagreceu bastante. Está até mais abatido do que antes. Pelo visto, até você tem limite. Precisa desacelerar um pouco, descansar e se recuperar.

Henrique apenas soltou um som baixo em resposta e tornou a andar.

— Vamos.

André seguiu ao lado dele.

— Ouvi dizer que você e a Tati se divorciaram oficialmente.

Henrique não demonstrou qualquer reação.

— Desde quando você se interessa tanto por fofoca?

André suspirou.

— Isso não é fofoca. É uma coisa séria.

Henrique permaneceu calado.

André lançou um olhar de lado para o perfil rígido do amigo.

Henrique, por outro lado, escolheu uma poltrona mais afastada. Pegou o copo que estava sobre a mesa de centro e virou a bebida de uma só vez.

Felipe acompanhou a cena e advertiu:

— Do jeito que você está, é melhor maneirar na bebida.

Henrique colocou o copo de volta sobre a mesa sem comentar nada e passou a perguntar sobre a situação da empresa.

Algum tempo antes, Felipe jamais teria se afastado dos negócios por tanto tempo para cuidar dos assuntos de Henrique.

A família Rodrigues vivia à espreita, esperando qualquer brecha para atacar.

Depois de tudo o que acontecera, porém, eles estavam seriamente enfraquecidos. Mesmo com Felipe fora do país por algum tempo, já não tinham força nem coragem para tentar qualquer reação desesperada.

Além disso, Felipe havia dado sua palavra ao Dante: dali em diante, cada lado seguiria o próprio caminho, sem interferir nos assuntos do outro.

Naturalmente, a família Rodrigues também não ousaria contrariá-lo.

Depois de conversarem por algum tempo sobre trabalho, Felipe mudou de assunto.

— E a sua família? O que disseram sobre a Tati?

André, que até então apenas escutava, não conseguiu esconder a curiosidade ao perceber a intimidade com que Felipe se referia a Tatiane.

Na verdade, não era a primeira vez que se perguntava por que ele parecia se importar tanto com ela.

— Felipe, afinal, qual é a sua relação com a Tatiane?

Felipe não tinha motivo para esconder.

— Ela é minha irmã. Minha irmã de sangue.

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