Henrique ergueu os olhos para Tatiane.
Percebendo a intensidade daquele olhar, ela virou discretamente o corpo, evitando encará-lo.
— Sim. Estou almoçando fora.
— Está bem.
Trocaram apenas mais algumas palavras antes de encerrarem a ligação.
Tatiane abaixou o celular e percebeu que pai e filha continuavam olhando para ela. Henrique, em especial.
Sentado do outro lado da mesa, ele a observava com uma seriedade desconfortável, quase como se já tivesse decidido que ela escondia alguma coisa.
Bia, por outro lado, fitava a mãe com os olhos arregalados, cheia de expectativa.
Tatiane acabou cedendo.
— Está bem, Bia. Vamos comer.
A menina pegou a colher e começou a almoçar, satisfeita.
Sem tornar a olhar para Henrique, Tatiane abriu a própria marmita. Havia dois acompanhamentos e uma porção de sopa. Pegou o garfo e começou a comer, agindo com a maior naturalidade possível.
A refeição era simples, comida caseira como qualquer outra. Nada que pudesse despertar a desconfiança de Henrique.
Além disso, Tatiane já tinha deixado muito claro em casa que ninguém deveria comentar nada na frente dele.
— Está gostoso?
Ela se voltou para Bia.
A menina mastigava com as bochechas tão cheias que parecia um esquilinho. Tinha acabado de comer um pedaço de carne de porco ao molho, e ainda restava um brilho de gordura no canto dos lábios.
Bia levantou os olhos para a mãe.
— Está uma delícia.
A comida de Santa Vitória costumava ter sabores mais marcantes do que a de Nova Aurora, mas agradava facilmente a quem vinha de fora.
Tatiane colocou um pouco da própria comida no prato da filha.
Bia provou, mastigou por alguns segundos e logo sorriu, apertando os olhos de satisfação.
— A comida da mamãe é ainda mais gostosa.
Tatiane sorriu e serviu mais um pouco para ela.
De repente, Bia comentou:
— O papai também quer que a mamãe coloque comida no prato dele.
Tatiane ergueu os olhos por instinto e encontrou Henrique sentado à sua frente.
Ele respondeu à filha:
— O papai não quer.
Bia franziu a testa, sem entender.
— Então por que o papai fica olhando tanto para a mamãe?
A pergunta pegou Henrique desprevenido. Ainda assim, quando respondeu, sua voz continuou paciente e carinhosa.
— O papai não está querendo comida. Coma direitinho, Bia.
A menina tornou a olhar para Tatiane.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
4 capítulos inteiros pra uma briga de garagem no prédio sem sentido entre Henrique e Leandro. O Autor está enchendo linguiça só pode !!!!!!...
Que capítulos são esses? Sem nada a acrescentar...estou quase desistindo desse livro....
Quando esse livro vai acabar pelo amor de Deussss, ta ficando entediante 🙄...
O autor parece uma pessoa perdida na floresta: gira.....gira..... E volta sempre ao ponto de partida....
Horrível a gente pagar caro pra ler um livro e ficar faltando tantas falas, eu teria que ter bola de cristal para adivinhar né...
Kd os novos capítulos?...
Ia ser tão top se tivesse uma sena quente dela e de Leandro e ele finalmente se declarasse pra ela. To chapando muito!...
Não gosto dessa narrativa sem falas claras. Só deduções, o leitor tem que se esforçar para entender o que está acontecendo. Pelo amor de Deus autor melhore essa escrita. Um enredo com mais detalhes é muito mais interessante. Aposto que muito gente desiste de ler por conta desse texto enigmático sem emoções....
A história é demasiadamente repetitiva. Mesmas falas, mesmo enredo. Parece açougueiro enchendo linguiça...
Até que fim o Henrique está tendo atitude de marido...