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Ela Pediu o Divórcio com o Bebê nos Braços — e Ele Surta! romance Capítulo 51

— Se eu te dissesse que tudo o que aconteceu naquela época tinha um motivo, você acreditaria? — A voz do pai parecia envelhecida de repente, carregando anos a mais. — Se eu não tivesse feito o que eu fiz, vocês teriam sido prejudicadas.

— Você acha que eu acreditaria nisso? — Luísa esboçou um sorriso cínico.

Qual a diferença entre isso e esfaqueá-la e depois dizer que era para o próprio bem dela?

— Venha até aqui para eu te contar tudo. — Disse ele, a voz cada vez mais carregada. — Se, depois de ouvir tudo, você ainda me culpar, eu me ajoelharei diante da sua mãe para pedir perdão.

— Está bem. — Respondeu Luísa, desligando o telefone.

Luísa pegou um táxi e se dirigiu diretamente ao local indicado. No fundo, ela sabia que ele mentia, como sempre fez no passado, mas, em meio a esses pensamentos, havia uma ponta de esperança. E se ele realmente tivesse uma razão justificável?

Ela não tinha nada a perder agora, nem nada que pudesse ser usado contra ela. Mesmo que fosse mais um engano como antes, não faria diferença. Mas se fosse verdade, ela e sua mãe mereciam uma explicação.

Meia hora depois, ela chegou ao bar indicado e foi direto para a sala privada mencionada por ele. Ao chegar na porta, ela não hesitou em empurrar e entrar. O ambiente estava levemente escuro, mas ela percebeu imediatamente o homem de meia-idade sentado no sofá. Ao vê-la, ele se levantou lentamente, os olhos cheios de emoções conflitantes, e a chamou:

— Lulu.

Ela não respondeu, apenas ficou parada, olhando para ele. Depois de anos, ele não tinha mais a postura imponente de quando era o "Presidente Glauber Rodrigues". Seus olhos carregavam um certo cansaço.

— Por que está aí parada? Venha sentar. — Disse Glauber, caminhando até ela e tentando puxá-la para o sofá.

— Eu não queria que você soubesse disso, mas se insiste em uma resposta, eu vou te contar. — Disse, pegando a taça de vinho sobre a mesa e bebendo um gole, o semblante carregado de melancolia. — A falência da empresa foi orquestrada por alguém.

Luísa ouviu em silêncio.

— Se eu não tivesse levado aquele dinheiro para o exterior, a nossa família teria sofrido retaliações daqueles indivíduos. — Continuou ele, com a voz cada vez mais pesada. — Mas, ao levar o dinheiro, tive a chance de recomeçar e investigar, discretamente, quem estava por trás disso.

— Então o que você está me dizendo é que escolheu levar o dinheiro e nos deixar para trás? — Luísa apontou o essência da questão.

Glauber apertou inconscientemente a taça de vinho, os olhos escurecendo, inclinados para baixo. Ele queria apelar pela emoção e inventar uma desculpa perfeita que a fizesse acreditar, mas quanto mais pensava, mais se via sem uma justificativa plausível. A ponto de agora não saber como responder.

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