Com a atitude distante e formal que ela tivera na última vez, não era de admirar que ele tivesse ficado com tanta raiva.
Gustavo foi até a escola.
Ele instruiu Miriam: — Vá conversar com o diretor e o professor de educação física da Clara para entender a situação em detalhes. Eu vou procurar a Clara.
Miriam assentiu, tirou um pacote de balas e biscoitos da bolsa e entregou ao Sr. Gustavo: — Sr. Gustavo, a menina deve estar chateada. Com uns doces, vai ser mais fácil acalmá-la.
Gustavo agradeceu e pegou os doces.
Miriam tinha dificuldade em imaginá-lo consolando uma aluna do fundamental.
Mas, para ele estar disposto a ir tão longe pela Srta. Giovanna, ficava claro que o Sr. Gustavo realmente a amava.
Gustavo chegou à porta do depósito de materiais esportivos, bateu e disse com uma voz suave: — Clara, sou eu, o Gustavo. Pode me deixar entrar?
Não houve resposta do lado de dentro.
Gustavo continuou parado à porta, esperando pacientemente.
Depois de um tempo, Clara abriu a porta, revelando olhos vermelhos e inchados.
Segurando as lágrimas, ela tentou parecer forte: — Gustavo, eu não sou uma criança má, você acredita em mim?
No rosto dela, Gustavo pareceu ver a sombra da pequena Giovanna.
A infância dela também fora sem a presença dos pais. Será que ela também costumava se esconder para chorar sozinha?
— Claro que acredito. Você quer me contar o que aconteceu?
Clara assentiu e o deixou entrar no depósito.
Em seguida, caminhou mancando até um banco, sentou-se e abaixou a cabeça, em silêncio.
Gustavo franziu a testa: — Clara, você se machucou? Por que não avisou a sua família? Vou te levar ao hospital para dar uma olhada.
Clara enxugou os olhos e disse: — Na aula de educação física do mês passado, fui jogar basquete com alguns colegas. Eles jogaram a bola em mim, zombaram de mim, então fingi que estava com dor no pé para não participar. Não sei quem me denunciou, mas o professor me deu uma bronca. Hoje eu realmente torci o pé, mas o professor não me deixou descansar e me obrigou a jogar com os outros. Estava doendo tanto que eu não conseguia andar, por isso me escondi aqui.
Dor e fúria surgiram nos olhos de Gustavo.
— Como você não contou para a sua família?



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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......