Andreia olhou para eles sem dizer nada.
Camille segurava o braço de Osvaldo, com a cabeça encostada no ombro dele, os dois colados sem deixar espaço.
Osvaldo não a empurrou, nem mesmo demonstrou qualquer desconforto.
Ele ficou ali, deixando Camille se apoiar nele. Com o queixo levemente erguido, olhou para Andreia com um olhar que carregava uma provocação do tipo "você viu?".
Andreia sorriu de repente.
Ela tirou lentamente o celular do bolso, abriu a câmera, mudou para o modo de vídeo e apontou para as duas pessoas à sua frente.
O sorriso de Camille congelou por um instante, e ela se escondeu atrás de Osvaldo por instinto, tornando a postura dos dois ainda mais ambígua.
— Andreia, o que... o que você está fazendo?
Andreia não respondeu.
Ela segurou o celular, com a lente firme em Osvaldo e Camille, gravando a postura íntima deles quadro a quadro.
— Andreia, o que diabos você está fazendo! — Osvaldo repreendeu severamente!
Como ela tinha ficado daquele jeito!
A mão de Camille segurava o braço de Osvaldo, a cabeça apoiada no ombro dele. Osvaldo não se esquivou, nem mesmo franziu a testa.
A imagem estava muito nítida, cada detalhe podia ser visto com clareza.
Após gravar por cerca de dez segundos, Andreia abaixou o celular.
O canto de sua boca formou uma curva irônica, e sua voz soou leve: — Vocês dois deviam se grudar de vez, não se soltarem nunca mais.
Ela olhou para a mão de Camille segurando o braço de Osvaldo, depois olhou para o rosto dele: — Tão grudados, deve ser difícil se separar.
O rosto de Camille mudou.
Ela abriu a boca, querendo dizer algo, mas foi interrompida pelas palavras seguintes de Andreia.


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