Na noite anterior, Breno realmente havia levado Yara de volta para o Pátio do Luar.
Mas no dia seguinte, quando Fábio retornou ao apartamento, encontrou o lugar completamente vazio.
Yara havia deixado um bilhete dizendo que voltaria para a casa da mãe.
E, de quebra, levou consigo a Muffin, a gatinha de rua que já estava bem gordinha sob seus cuidados.
Ao ler o bilhete, Fábio sentiu um gosto amargo na boca.
Por um lado, finalmente teria o silêncio que tanto prezava. Era para estar aliviado.
Mas aquela sensação de alívio não durou nem vinte e quatro horas antes de tudo começar a parecer errado.
Era como se faltasse algo na casa.
E algo dentro dele também.
Incapaz de suportar ficar sozinho naquele apartamento enorme, ele correu para a casa de Cícero em busca de companhia.
Para sua surpresa, encontrou Afonso lá.
Cícero entregou uma lata de cerveja para cada um.
— Se não consegue tirar a mulher da cabeça, é só ligar para ela — aconselhou Cícero.
Fábio, largado no encosto do sofá, respondeu sem energia:
— Deve ser só falta de hábito. Nos últimos meses, sempre que eu chegava em casa, tinha alguém falando sem parar. Quando esse barulho some de repente, é normal estranhar.
— Vai deixar ela ir embora assim mesmo? E se ela nunca mais voltar? — provocou Cícero.
Fábio deu de ombros, com desdém.
— Melhor ainda.
Tudo bem, se ele queria continuar sendo orgulhoso, problema dele.
— Chega de falar de mim. Vamos falar do Afonso — desconversou Fábio.
Afonso deu um meio sorriso.
— O que tem para falar de mim?
— A sua história está muito mais interessante que a minha — ironizou Fábio. — Nunca imaginei que você, Afonso Xavier, o homem de gelo, fosse capaz de uma loucura dessas.
Cícero, que raramente fazia piadas, entrou na brincadeira:
— Você estava com medo de que ela fugisse, por acaso?
Afonso riu, sem graça.
— Eu só queria fazer uma surpresa.
— O problema é que, depois de dar essa "surpresa", você não consegue nem voltar para a cama da sua própria mulher. Qual é o seu plano agora? — indagou Fábio.
— Não sei — Afonso suspirou, frustrado.
— Mima ela — sugeriu Cícero.
— Mimar?
— Dizem que duas cabeças pensam melhor que uma. Calma, a gente vai bolar alguma coisa.
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Durante toda a tarde, Naiara esteve ocupada acompanhando as autoridades municipais em uma visita à fábrica, apresentando o processo de desenvolvimento e a funcionalidade dos robôs de resgate.
Após o encerramento, ela fez questão de acompanhá-los até a saída.
Só depois que os carros oficiais sumiram de vista, ela se permitiu demonstrar o quanto estava exausta.
Realmente, o corpo humano cobra seu preço quando se relaxa por muito tempo. Aqueles dois meses de vida confortável haviam prejudicado sua resistência física.
Gualter, notando seu cansaço, comentou:
— O expediente já está quase no fim. Por que não vai para casa descansar?
Naiara balançou a cabeça levemente.
— Ainda tenho pendências. Só vou embora quando terminar tudo.
Gualter não insistiu. Sabia que seria inútil.
Sua "irmã" mais velha podia ser muito obstinada quando se tratava de trabalho.
No entanto, ao retornar para sua sala, a primeira coisa que Naiara fez foi ligar para Belmira.
Elas haviam combinado que Naiara levaria Bento para visitá-la e, na ocasião, contaria sobre o casamento.
Mas os planos foram por água abaixo por culpa de certo marido ladrão de documentos.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...