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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1020

No caminho, Beatriz não parava de pensar na história da "cunhada".

Por mais que analisasse, sentia que precisava ir falar com Afonso. Mas também lembrava a si mesma de que não podia forçar a situação.

Se criasse um clima ruim, não só Isabella não seria mais sua cunhada, como seu próprio irmão passaria a odiá-la, e então aquela mulher sairia vitoriosa de verdade.

Quando Afonso atendeu a ligação de Beatriz, ele estava inspecionando o galpão logístico.

— Irmão, eu quero ir aí te ver.

Afonso levantou a mão, interrompendo o relatório do gerente do armazém.

— Estou ocupado.

— Mas eu quero ver o seu local de trabalho! — retrucou Beatriz. — Você não disse que, quando eu me formasse, ia me colocar para trabalhar com você? Então, aproveito e dou uma olhada.

Afonso de fato tinha esse plano. Manter Beatriz por perto o deixaria mais tranquilo. Ele planejava arranjar um cargo adequado para ela no grupo após a formatura. Começando de baixo, é claro.

— Então venha.

Beatriz seguiu a localização enviada por Afonso.

Porém, quando ela chegou, calhou de Afonso ter ido para uma reunião de última hora. Breno ficou na porta esperando por ela.

Ao ver a jovem patricinha, Breno sequer a cumprimentou.

— Cadê o meu irmão?

Breno respondeu, sério:

— Em reunião. O Jovem Mestre mandou eu te levar para esperar no escritório.

Beatriz soltou um muxoxo para ele.

— Na próxima vez, manda o José vir me buscar. Eu não gosto de você.

— Que bom, eu também não gosto de você — rebateu Breno.

Beatriz fez um ruído de desdém, mas não perdeu a paciência. Ela não era burra; sabia muito bem o quanto o irmão valorizava Breno e José.

Breno a levou até o escritório.

— Espere aqui. Eu tenho coisas para fazer, não vou ficar te fazendo companhia.

— E quem disse que eu quero a sua companhia? — ela revirou os olhos.

Mas não demorou muito para que Beatriz ficasse inquieta. Após dar duas voltas pela sala, a espera tornou-se insuportável.

Assim que ela se esgueirou para fora, esbarrou com força em alguém.

Beatriz levou a mão à testa.

— Olha por onde anda!

Pedro a avaliou de cima a baixo. Era bonita, mas o temperamento não parecia dos melhores. Ser mandado para fazer trabalho braçal naquele lugar já era cansativo o suficiente; ele não estava com paciência para aturar grosserias de patricinhas.

— Você que anda sem olhar para frente e ainda quer botar a culpa nos outros?

— Quem não olha para frente?! — exclamou Beatriz. — Pede desculpas agora!

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