No caminho, Beatriz não parava de pensar na história da "cunhada".
Por mais que analisasse, sentia que precisava ir falar com Afonso. Mas também lembrava a si mesma de que não podia forçar a situação.
Se criasse um clima ruim, não só Isabella não seria mais sua cunhada, como seu próprio irmão passaria a odiá-la, e então aquela mulher sairia vitoriosa de verdade.
Quando Afonso atendeu a ligação de Beatriz, ele estava inspecionando o galpão logístico.
— Irmão, eu quero ir aí te ver.
Afonso levantou a mão, interrompendo o relatório do gerente do armazém.
— Estou ocupado.
— Mas eu quero ver o seu local de trabalho! — retrucou Beatriz. — Você não disse que, quando eu me formasse, ia me colocar para trabalhar com você? Então, aproveito e dou uma olhada.
Afonso de fato tinha esse plano. Manter Beatriz por perto o deixaria mais tranquilo. Ele planejava arranjar um cargo adequado para ela no grupo após a formatura. Começando de baixo, é claro.
— Então venha.
Beatriz seguiu a localização enviada por Afonso.
Porém, quando ela chegou, calhou de Afonso ter ido para uma reunião de última hora. Breno ficou na porta esperando por ela.
Ao ver a jovem patricinha, Breno sequer a cumprimentou.
— Cadê o meu irmão?
Breno respondeu, sério:
— Em reunião. O Jovem Mestre mandou eu te levar para esperar no escritório.
Beatriz soltou um muxoxo para ele.
— Na próxima vez, manda o José vir me buscar. Eu não gosto de você.
— Que bom, eu também não gosto de você — rebateu Breno.
Beatriz fez um ruído de desdém, mas não perdeu a paciência. Ela não era burra; sabia muito bem o quanto o irmão valorizava Breno e José.
Breno a levou até o escritório.
— Espere aqui. Eu tenho coisas para fazer, não vou ficar te fazendo companhia.
— E quem disse que eu quero a sua companhia? — ela revirou os olhos.
Mas não demorou muito para que Beatriz ficasse inquieta. Após dar duas voltas pela sala, a espera tornou-se insuportável.
Assim que ela se esgueirou para fora, esbarrou com força em alguém.
Beatriz levou a mão à testa.
— Olha por onde anda!
Pedro a avaliou de cima a baixo. Era bonita, mas o temperamento não parecia dos melhores. Ser mandado para fazer trabalho braçal naquele lugar já era cansativo o suficiente; ele não estava com paciência para aturar grosserias de patricinhas.
— Você que anda sem olhar para frente e ainda quer botar a culpa nos outros?
— Quem não olha para frente?! — exclamou Beatriz. — Pede desculpas agora!
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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...