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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1023

Naiara virou o rosto e o observou com um sorriso contido.

Pedro ficou um pouco sem graça com aquele olhar.

— Irmã, por que você tá me olhando assim?

Naiara bagunçou o cabelo dele de leve.

— O seu trabalho não foi em vão. Pedro, você está bem mais maduro. Aprendeu a pensar nos outros.

Pedro congelou por um instante.

Vendo a expressão estranha dele, Naiara perguntou:

— O que foi? Falei algo errado?

Como uma criança, Pedro encostou a cabeça no ombro da irmã.

— É a primeira vez que você me chama de Pedro com essa voz, irmã.

Naiara ia dizer algo, mas viu Afonso saindo do consultório com Beatriz.

O rosto de Beatriz ainda estava bastante pálido, mas, pelo menos, ela caminhava pelos próprios pés.

Se ela conseguia andar sozinha, não deveria ser nada grave.

Afonso avistou Naiara e foi até ela de imediato.

— O que faz aqui?

Naiara manteve a postura impecável.

— O Pedro me ligou. Eu fiquei preocupada e vim ver como ela estava. O que o médico disse?

Afonso lançou um olhar para Pedro.

— Ela está bem. Não houve consequências graves, foi apenas um grande susto. Ela precisa de alguém ao lado nesses próximos dois dias para se recuperar.

— Então cuide dela direito nestes dois dias — disse Naiara.

Afonso abriu a boca para falar, mas Naiara puxou Pedro pelo braço primeiro.

— Pedro, peça desculpas à Srta. Beatriz. Você de fato agiu de maneira inadequada.

Obediente, Pedro curvou-se levemente.

— Desculpe. Eu não sabia que você tinha esse problema. Se soubesse, jamais te trancaria lá dentro.

Depois de dizer isso, ele estendeu a mão para devolver o celular que havia tomado dela.

Naiara capturou a cena com perfeição.

Ah. Aquela garota realmente não tinha absorvido nenhuma das boas qualidades do irmão, não é?

Um brilho sombrio de descontentamento passou pelos olhos escuros de Naiara.

— Pedro — a voz de Naiara cortou o ar como gelo —, o que aconteceu exatamente? Repita a história. Palavra por palavra, com clareza. Reconstrua a cena inteira.

Pedro sentiu um nó no estômago.

No caminho para cá, na presença de Afonso, ele quis revelar tudo. Mas ao ver o olhar repreensivo do cunhado e a ansiedade exagerada que ele nutria pela irmã, perdeu a vontade.

Agora, ele queria ainda menos repetir aqueles insultos horríveis na frente da sua irmã.

Fazer isso só a machucaria novamente.

No meio de seu conflito interno, a mão de Pedro foi envolvida por outra.

Um calor acolhedor espalhou-se de repente pelo seu peito, como se ele tivesse engolido uma pílula de coragem.

A voz da irmã soou calorosa, porém repleta de força.

— Fale, Pedro. Sua irmã está aqui. Não tenha medo.

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