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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1057

Gualter revirou os olhos.

— Já pode ir embora.

Beatriz, sorridente, tentou pegar a mão dele de novo.

— Eu fico aqui com você.

— Ele não quer a sua companhia!

Quitéria entrou como um furacão pela porta.

Puxou a mão de Beatriz com força.

— Ele é o meu namorado! Por que você está pegando na mão do meu namorado?! E não está vendo que ele está machucado? Você vai acabar machucando ele mais ainda.

Beatriz mediu Quitéria de cima a baixo.

— Gualter, essa é a sua namorada?

Ele sorriu de canto.

— É sim.

Beatriz estreitou os olhos, avaliando-a com desdém.

— Bem sem graça. Dá para ver de longe que não é uma herdeira de família rica. Como você pode gostar de alguém assim?

Quitéria ficou sem palavras por um segundo.

Era verdade, ela não era uma socialite rica. Não sabia como rebater à altura.

Vendo que havia levado a melhor, Beatriz sorriu com arrogância.

— Acho que você não está à altura do Gualter. Por que não desiste de uma vez e o deixa para mim?

Quitéria mordeu o lábio, fuzilando-a com o olhar.

De repente, lembrou-se de algo. Tirou o celular do bolso e discou um número.

Assim que a chamada foi atendida, ela falou diretamente:

— Sr. Afonso, a Srta. Beatriz não deveria estar de castigo em casa? Ela está aqui no quarto do Gualter, me mandando entregar o Gualter para ela.

Afonso disse apenas três palavras no telefone:

— Entendido.

Assim que Quitéria desligou, o celular de Beatriz tocou.

Ela lançou um olhar mortal para Quitéria e atendeu, apavorada.

— I-irmão.

A voz de Afonso soou impecável e imperiosa: — Você tem exatamente vinte minutos para voltar para onde deveria estar. Caso contrário, não precisa mais me chamar de irmão.

Beatriz entrou em pânico. — Vinte minutos?! Nem se eu voasse eu chegaria tão rápido!

Mas Afonso não lhe deu chance de argumentar e desligou na cara dela.

— E se eles não curarem?

— Se não curarem, não curaram ué! Qual o problema?

— Você não se importaria?

A cabeça de Quitéria, que estava abaixada, ergueu-se. Seus olhos límpidos transbordavam sinceridade.

Ela segurou a mão dele com força, o rosto sério e solene.

— Gualter, escute bem.

— Eu vou te acompanhar em toda a fisioterapia, vou dar o meu melhor para que você volte a andar como antes.

— Mas... se realmente não tiver cura, se você ficar manco para sempre, não tem problema. Eu não ligo para isso. Só me importo que você viva o resto da vida em segurança e paz.

— O que importa se for manco? Mesmo que você acabe numa cadeira de rodas, eu jamais te desprezaria. Eu estarei sempre ao seu lado, te fazendo companhia e cuidando de você.

— Gualter, contanto que você não me mande embora, não importa o que aconteça com você, eu nunca vou te deixar.

Pela primeira vez, Gualter olhou com profunda atenção para aquela garota simples e inocente.

Quitéria perguntou, quase num sussurro assustado:

— Você... vai me mandar embora?

Gualter deu um sorriso terno.

— Se eu te mandasse embora, onde mais eu encontraria uma garota tão boazinha, obediente e tão boba quanto você?

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