Após dar o recado, Afonso foi embora.
Quando desceu, percebeu que não sabia para onde ir.
Sua esposa ainda estava com raiva dele. Provavelmente não queria vê-lo.
Ele soltou um riso irônico de si mesmo.
Nunca imaginou que viveria um dia assim.
Pelo visto, Gualter estava certo.
Ele realmente tinha pavor da própria mulher.
Afonso ficou ali parado por um tempo e decidiu ir provisoriamente para a casa de Fábio.
Yara não estava por lá, então não causaria transtorno.
Quando ele deu o primeiro passo, braços subitamente o envolveram por trás, contornando a sua cintura. Ele sentiu o toque macio das costas dela contra ele.
E então, ouviu uma voz manhosa.
— Não quer voltar para casa? Para onde pensa que vai?
Aquela voz era a única que ele jamais se cansaria de ouvir na vida.
Os olhos de Afonso se curvaram em um sorriso incontido.
— Eu queria ir para casa. Mas fiquei com medo de a minha esposa não querer me ver. Então, estava planejando pedir asilo ao Fábio.
A mulher que o abraçava soltou uma risada abafada contra suas costas.
— O grande Sr. Afonso, sem teto... Que cena triste.
Ele fingiu suspirar.
— Fazer o quê? O desejo da esposa é uma ordem.
Naiara não resistiu e caiu na risada, dando a volta para ficar de frente para ele.
— E se a sua esposa vier buscá-lo pessoalmente, o senhor volta?
Afonso segurou a cintura dela e a puxou para mais perto do seu corpo.
— Se a patroa já me deu a deixa, seria muita burrice minha não aproveitar. Eu volto.
— Antes de irmos para casa, tenho uma coisa para dizer ao meu marido.
Afonso sorriu com os lábios.
— Estou ouvindo.
O dedo indicador de Naiara tocou delicadamente o queixo dele.
— Eu não deveria ter duvidado do amor do meu marido por mim. Fui ingrata demais. Será que o meu marido poderia perdoar essa pequena falha e não levar a sério os devaneios dessa sua esposa?
Afonso fingiu pensar profundamente.
— Isso vai depender do tamanho da sinceridade da minha esposa ao pedir desculpas.
Naiara lançou-lhe um olhar sedutor e apontou para o carro.
— Que tal no carro?
Quando Felícia viu os dois entrarem de mãos dadas, soube na mesma hora que tinham se reconciliado.
Um peso saiu de seus ombros.
Seu maior medo era que duas pessoas que lutaram tanto para ficarem juntas acabassem destruindo o relacionamento por causa de brigas tolas com gente que não importava.
A cidade mergulhou no silêncio e na paz da noite.
As pesadas cortinas bloqueavam todo o caos lá de fora, e a luz quente iluminava suavemente os dois amantes afundando nos lençóis macios.
Mais tarde.
O homem estava deitado de lado. Toda a agressividade e frieza sumiram de seu rosto, dando lugar apenas a um carinho terno e apaixonado.
E essa ternura exclusiva pertencia somente à mulher em seus braços.
Naiara se aninhou preguiçosamente em seu abraço, os dedos finos repousando sem força sobre os músculos esculpidos da barriga dele.
— Você cancelou o contrato com a Stellis. Acha que os problemas recentes têm a ver com o Fausto?
— Uhum.
— Tem provas?
— Ainda não.
— E se for apenas uma coincidência?
— Sendo ou não, eu não quero mais que você tenha nenhum contato com ele.
Naiara ficou em silêncio por um momento.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
A história foi ótima. Só não gostei da morte da Quitéria. Ela sofreu tanto e quando estava começando a ser feliz, foi assassinada....
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...