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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1067

Os dois balançaram as mãos, lisonjeados e nervosos.

— Imagina, que é isso!

— Podem se retirar, por favor. Eu vou ter uma conversinha com ela. — dispensou Naiara.

Naiara voltou a se sentar e examinou Beatriz com o olhar.

As roupas que ela usava hoje eram bem mais sóbrias e profissionais do que o habitual.

— O seu irmão sabe que você veio para esta entrevista?

Beatriz fez menção de se sentar, mas a voz gélida de Naiara a interrompeu.

— Fique de pé para falar.

Beatriz torceu os lábios num muxoxo.

— Não, ele não sabe.

— E você não acha que deveria ter avisado a ele?

— Eu estou procurando um emprego, não saindo para a balada. Meu irmão com certeza me apoiaria.

Naiara apoiou o rosto em uma das mãos, batendo os dedos da outra na mesa ritmadamente.

— Pelo que me lembro, o seu irmão queria que você trabalhasse diretamente com ele.

— Eu não quero trabalhar com ele. Quero trabalhar aqui, com você.

O olhar de Naiara oscilou ligeiramente.

— Motivo.

Beatriz franziu a testa, pensando por um longo tempo.

— Não tem motivo. Eu só quero, ué.

— Eu não vou contratar você. Volte para casa.

Beatriz bloqueou o caminho de Naiara.

— Por que você não me quer aqui?! É porque eu fui grosseira com você antes e você está guardando rancor?

Naiara lançou-lhe um olhar indiferente.

— Quer ouvir a verdade?

— Quero!

— Porque eu detesto a sua postura, tanto como pessoa quanto profissional.

Beatriz engasgou.

— O... o que você quer dizer com isso?

— Você... — Beatriz agachou-se no chão e desabou num choro escandaloso.

A cena fez Naiara se lembrar de Yara Esteves.

Naquela vez em que a garota insistiu em ir jantar com eles, mas Fábio não quis deixar, ela fez exatamente o mesmo tipo de birra.

Mas a birra de Yara era puramente cômica e inocente.

A de Beatriz era apenas um show de chantagem emocional.

Beatriz chorava aos berros, gritando a plenos pulmões:

— Não pense que eu não sei! Uma empresa desse tamanho, foi o meu irmão quem deu para você! Não é sua de verdade!

— Eu sou a irmãzinha que ele mais mima e amo! E eu passei por todas as etapas da entrevista honestamente! Com que direito você não me quer aqui?! Quem você pensa que é para me rejeitar?!

— Naia...

O resto da frase entalou na garganta.

Beatriz virou o rosto para olhar quem havia acabado de empurrar a porta. Sua boca ficou aberta por um longo tempo, paralisada.

Quando finalmente processou quem era, ela se levantou num pulo, ajeitando freneticamente a roupa.

— I... irmão...

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