A mensagem vinha de um número desconhecido.
[Aqui é Helena Âncora. Se for conveniente, gostaria de me encontrar com você.]
Os profundos olhos negros pousaram com frieza nas palavras, enquanto a mente de Naiara fervilhava de pensamentos.
Se Helena a estava procurando de repente, era porque havia percebido ou descoberto algo.
Esse encontro certamente não traria boas notícias.
Com toques rápidos na tela...
A mensagem foi sumariamente apagada.
Ela não iria a encontro nenhum.
E muito menos cederia àquele tom exigente disfarçado de cortesia.
Naiara decidiu tratar aquilo como um episódio banal e não mencionou o assunto com Afonso.
Helena também não enviou mais nada.
O que Naiara não esperava, no entanto, era que a matriarca fosse bater pessoalmente à porta da Tecnologia Vitalis.
Naquele exato momento, alguns clientes importantes visitavam a empresa, e Naiara estava ocupada conduzindo-os pelas instalações.
No térreo, os seguranças cumpriram rigorosamente seu dever e barraram Helena. Eles informaram Quitéria.
Aproveitando um momento em que os clientes conversavam entre si, Quitéria sussurrou o aviso para a chefe.
Naiara não perdeu a calma.
— Diga aos seguranças para informarem que estou ocupada.
Seus clientes eram infinitamente mais cruciais que Helena.
Ao ouvir a resposta transmitida pelo segurança, o rosto de Helena escureceu.
— A presidente de vocês se acha muito importante, pelo visto.
O segurança manteve a postura profissional, sem se curvar.
— A nossa presidente não se acha importante. Ela está, de fato, trabalhando com clientes no momento. Se a senhora deseja falar com ela, pode agendar um horário. Assim que houver um agendamento, a Sra. Naiara com certeza a receberá.
O motorista de Helena não tolerou a afronta.
— Você sabe com quem está falando? Ela é a...
Helena ergueu a mão, interrompendo-o.
— Marcelo, na vida, devemos ser discretos. Ser arrogante demais apenas atrai antipatia. Não temos pressa, podemos esperar.
O segurança não era idiota; percebeu a alfinetada desdenhosa e revirou os olhos discretamente ao dar as costas.
Quitéria estava preocupada, mas como os convidados ainda estavam presentes, evitou falar muito.
O motorista esticou o braço, impedindo-a fisicamente de continuar andando.
Naiara franziu as sobrancelhas e abriu a boca para repreendê-lo, mas a voz de Helena soou antes.
— Marcelo, não crie problemas para a Srta. Naiara.
O homem correu até o carro e ajudou Helena a sair.
Naiara permaneceu onde estava, assistindo à cena com frieza.
Helena parou diante dela, com um semblante abatido.
— Srta. Naiara, você é uma mulher inteligente. Acredito que já sabe por que estou aqui.
O olhar de Naiara não oscilou.
— Eu imagino, sim. Mas sinceramente acho que não há necessidade alguma para essa conversa.
Helena parecia estar fazendo esforço para mascarar seus reais sentimentos.
— Você é a peça central nisso tudo. Se eu não procurar você, procurarei quem?
Antes que Naiara pudesse responder, Helena disparou:
— Eu sempre achei que você fosse uma mulher com senso de decência. Nunca imaginei que seria capaz de arruinar a honra de uma família e se intrometer no casamento de outra pessoa. Srta. Naiara, você não tem o menor pingo de vergonha na cara?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
A história foi ótima. Só não gostei da morte da Quitéria. Ela sofreu tanto e quando estava começando a ser feliz, foi assassinada....
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...