Do lado de fora dos portões.
Eduardo olhou para o relógio.
Eles já estavam parados ali havia vinte minutos.
— Sr. Henrique, não prefere esperar no carro?
Henrique Xavier acenou com a mão de forma displicente.
— Não se preocupe, meus velhos ossos não são tão frágeis assim.
— Ricardo está fazendo isso de propósito para nos desmoralizar. — pontuou Eduardo, com a testa franzida.
Henrique não pareceu se importar.
— Ricardo é o tipo de homem que prefere trair o mundo a permitir que o mundo o traia. Ele está entalado com todo esse rancor, é óbvio que vai tentar descontar de alguma forma. Se não o fizesse, não seria Ricardo Âncora.
Fazer com que esperassem lá fora por alguns minutos era apenas o começo.
Uma hora depois, os imponentes portões da mansão Âncora finalmente se abriram.
O empregado apareceu novamente para dar o recado.
— O patrão mandou vocês entrarem.
Não era um convite. Era uma ordem.
Eduardo bufou mentalmente.
Ricardo estava se achando muito importante.
Henrique Xavier, no entanto, entrou a passos calmos, sem demonstrar qualquer emoção.
Eduardo o seguiu de perto, colado ao seu corpo.
Era um hábito cultivado em décadas de serviço. Sempre que sentia que o ambiente era hostil para o patrão, Eduardo tornava-se uma sombra protetora.
Embora já tivesse uma idade avançada, as habilidades de artes marciais de Eduardo não o haviam abandonado.
Enquanto ele tivesse um sopro de vida, ninguém tocaria no Senhor Xavier.
Henrique caminhou até parar bem de frente a Ricardo.
Ricardo manteve-se cravado na poltrona, os olhos semicerrados, fingindo estar descansando a mente.
Henrique abriu um sorriso cortês.
— Ricardo, vim aqui para me desculpar com você.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...