— Quem realmente não tem nenhuma intenção pacífica aqui não sou eu. É você.
Os olhos de Ricardo se semicerraram, peçonhentos.
— Estou surpreso que você esteja blindando com tanto fervor uma mulher que não significa nada. Gostou tanto assim da sua nova nora?
— Eu me sinto extremamente satisfeito com ela. Se não fosse assim, jamais teria abençoado a união dos dois.
Henrique ergueu as sobrancelhas, e de seus olhos estreitos emanou uma pressão autoritária avassaladora.
— Como ela não significaria nada? Naiara não é apenas minha nora. Ela é a minha filha.
— E a minha filha, eu protejo. Jamais permitirei que qualquer um tente pisar nela.
Ao proferir tais palavras, o olhar afiado de Henrique varreu o rosto de Fausto, que estava por perto.
Um brilho de emoções conflitantes passou pelos olhos de Fausto, mas ele logo retomou sua habitual máscara de frieza.
Ricardo bufou com escárnio.
— Que piada ridícula.
— Seria a maior piada do mundo se eu, Henrique Xavier, não fosse capaz de proteger meus próprios filhos. — retrucou Henrique, implacável.
Ele não tinha mais nenhuma intenção de continuar aquele teatro.
— Se você quiser, os papéis do clube estarão no seu nome imediatamente. Mas em relação às suas outras duas exigências... eu o aconselho a tirar essa ideia da cabeça.
— Eu nem sequer permito que meu filho e minha nora se ajoelhem para mim. Acha mesmo que eu os faria se ajoelhar para pedir perdão a estranhos?
Ricardo observou enquanto Henrique Xavier lhe dava as costas e marchava em direção à saída.
Furioso, Ricardo varreu a xícara de chá da mesa de centro. Ela se espatifou no chão de mármore, quebrando-se em mil pedaços.
Um funcionário, ouvindo o estrondo, correu apavorado para limpar a bagunça.
Fausto, virando a cabeça por um momento, viu sua mãe, Helena Âncora, sair de seus aposentos. Ele se apressou para ampará-la.
— Mãe.
Helena parecia pálida e enfraquecida.
Ricardo desviou o olhar, visivelmente desconfortável.
— Eu acabei recusando, não foi?
— Você recusou apenas porque eles não te ofereceram o suficiente! Se eles tivessem pedido desculpas, você exigiria ainda mais coisas, aposto!
Helena precisou de alguns segundos para respirar, fraca.
— Ricardo... somos casados há décadas. Eu conheço a sua índole melhor que ninguém.
— Mas eu te proíbo... eu te proíbo de colocar seus interesses financeiros acima da tragédia da nossa filha. Se fizer isso, juro por Deus que não descansarei em paz!
— Os Xavier que não achem que vão nos calar jogando dinheiro na nossa cara. O que eu exijo é justiça para a minha menina! Eu só quero que ela pare de chorar!
Ricardo massageou as têmporas, sentindo a dor de cabeça se intensificar.
— A única coisa que a Isabella quer é casar com aquele moleque! E ele já provou estar obcecado por essa Naiara! O que você quer que eu faça?!
— O que você vai fazer é problema seu! — rebateu Helena, categórica. — Mas eu só estarei satisfeita no dia em que vir minha filha sorrir novamente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
A história foi ótima. Só não gostei da morte da Quitéria. Ela sofreu tanto e quando estava começando a ser feliz, foi assassinada....
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...