A visão de seu cunhado era sempre respeitada por sua irmã.
Mesmo que os dois tivessem opiniões divergentes, não demorariam a chegar a um acordo.
— Mas, cunhado, eu ainda queria continuar aprendendo com você.
— O motivo de eu estar mandando você de volta ao Grupo Jasmim é justamente porque enxerguei o seu crescimento. Afinal de contas, é você o pilar principal da família Jasmim. Chegou a hora de assumir essa responsabilidade.
Pedro pensou por alguns instantes, o rosto contorcido de preocupação.
Era um peso muito grande. Só de pensar em assumir todo aquele fardo sozinho, já lhe dava dor de cabeça.
— Mas não se preocupe, no início você não estará sozinho. Já conversei com o Fábio. Ele vai ajudá-lo.
Pedro analisou melhor a situação e notou algo estranho.
— Espera aí, cunhado. A CEO do Grupo Jasmim é a minha irmã. Por que sou eu que tenho que voltar para assumir a empresa? Não deveria ser ela?
Um leve sorriso brincou nos lábios de Afonso.
— Sua irmã continuará como CEO, claro. Mas os assuntos diários e práticos da empresa ficam com você. O cargo dela será mais representativo.
O canto da boca de Pedro se contraiu repetidas vezes.
Demorou um pouco, mas ele entendeu. O cunhado estava simplesmente com pena da esposa e jogou todo o trabalho pesado para o irmão dela fazer.
Pedro teve vontade de rir e chorar ao mesmo tempo.
— Cunhado, você mima demais a minha irmã.
— E você não mima a sua irmã?
Pedro hesitou por um segundo.
— Claro que sim!
Ele não sabia explicar, mas ultimamente memórias de infância não paravam de atormentá-lo. Às vezes, até em sonhos, lembrava-se de como destratava Naiara, de como tomava os brinquedos favoritos dela.
Uma vez, sonhou que ela estava escondida num canto chorando baixinho por não ter a quem recorrer depois de ser provocada por ele.
Na época, ele achava aquilo divertido.
Olhando para trás, via que a piada, na verdade, era ele. Mais que uma piada, ele fora desprezível.
Por isso, o Pedro de hoje havia feito um juramento silencioso a si mesmo.
Usaria o resto da sua vida para reparar os erros que cometera contra a irmã.
De agora em diante, ninguém, absolutamente ninguém, faria mal a ela.
Quando o telefone de Afonso tocou, Pedro já caminhava em direção à porta.
Ao escutar o "Alô" com aquela voz extremamente suave, parou no mesmo instante.
Só havia uma pessoa capaz de fazer o poderoso chefão falar naquele tom tão brando.
Pedro girou nos calcanhares, correu de volta até Afonso e gritou perto do aparelho:
— Irmã!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...