Como Beatriz estava há pouco tempo em Rio Belo, não tinha feito muitos amigos.
Para o evento não ficar vazio, Afonso fez questão de convidar Fábio Marques e Cícero.
No entanto, como Cícero estava fora da cidade cuidando de negócios naqueles dias, não pôde comparecer.
Quando Fábio chegou, Yara Esteves estava com ele.
Mas não chegaram juntos; encontraram-se por acaso na porta do estabelecimento.
Yara viera de propósito à cidade por causa dos ferimentos de Gualter. E desde então, não fora mais embora. Hospedara-se no apartamento providenciado por Cícero.
Contudo, em nenhum momento tomara a iniciativa de procurar Fábio.
Sendo assim, aquele era o primeiro encontro dos dois em um bom tempo.
Yara cumprimentou-o primeiro, de forma educada.
Fábio, porém, respondeu de maneira completamente morna e evasiva.
Yara não forçou conversa.
Os dois entraram juntos na sala VIP.
Assim que cruzou a porta, a animação e energia habituais de Yara voltaram a brilhar.
— Oi, Afonso!
Afonso sabia o quanto Naiara gostava daquela garota, e fora a pedido da esposa que ele lembrara de convidá-la.
Era evidente que Naiara tentava dar um empurrãozinho para formar um casal ali.
Por causa disso, o tratamento que Afonso reservava a Yara era muito mais amável do que o normal.
— Chegou.
— Cheguei.
Yara entregou o presente que havia comprado para Beatriz.
— Como você é mais nova, vou te chamar de irmãzinha. Não sabia muito bem do que você gostava, então acabei escolhendo por instinto. Espero de coração que goste.
Beatriz fora criada sob os olhos atentos de Afonso e, no mínimo, sabia como ser educada.
— Muito obrigada. Só o fato de você ter vindo já me deixa muito feliz.
Fábio também entregou o seu presente.
Beatriz aceitou com um sorriso.
— Obrigada, Fábio.
Fábio foi em direção aos sofás e acomodou-se confortavelmente.
— Sem bolo?
Um leve traço de constrangimento cruzou o rosto de Beatriz.
— Tem sim. Vai chegar daqui a pouco.
Fábio fez apenas um som concordando com a cabeça.
— Afonso, quando a Naiara volta?
Afonso soltou uma risada.
— Você é a oitava pessoa a me perguntar isso.
— Oitava? Quem mais perguntou?
— O avô, tio Eduardo, Felícia, Natália, Pedro, José e Breno.
A sua esposa havia se tornado a âncora emocional de todos ao redor.
Ficar um dia sem vê-la já causava uma estranheza imensa em todos.
Fábio franziu a testa.
— Sabia que vocês dois estão ficando cada vez mais parecidos? O seu tom e o da Naiara ao falarem são idênticos, como se fossem a mesma pessoa. E de onde tirou que eu andei pegando no pé dela?
Afonso riu calmamente.
— Bom, com certeza não foi ela que pegou no seu pé.
A garota gostava dele num nível desesperado. Como faria algo contra ele?
Lembrando-se de um detalhe, Afonso inclinou-se sutilmente na direção de Fábio.
— Ela não te explicou nada, não é?
— Explicou o quê? — murmurou Fábio.
— Daquela vez, o Cícero insinuou que havia um homem morando com ela naquele apartamento. Na verdade... era mentira.
Fábio parou.
— Mentira?
— Sim. Estavam só mexendo com você.
Fábio trincou os dentes.
— Aquele moleque me fez de palhaço de novo!
O sorriso nos lábios de Afonso carregava um significado indecifrável.
— Você me parece se importar bastante com isso.
Fábio perdeu as palavras.
— Impressão sua.
— Desde que ela voltou para Rio Belo, você não procurou por ela, nem falou com ela — continuou Afonso. — Tudo isso porque estava ofendido com essa história de outro cara no apartamento?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
A história foi ótima. Só não gostei da morte da Quitéria. Ela sofreu tanto e quando estava começando a ser feliz, foi assassinada....
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...